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Sorocaba, 10 de Julho de 2020

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Neoplasia Mamária em Cadelas e Gatas

Notícia publicada em 03/08/2013



Neoplasia Mamária em Cadelas e Gatas

Algumas informações super importantes:

Em cadelas:
41 a 53% das neoplasias mamárias são malignas.
A maioria das neoplasias malignas é composta por carcinomas epitelias, e a minoria por sarcomas.

Os riscos de desenvolvimento de neoplasias mamárias em cadelas é de 2 a 20%, a idade mais acometida está entre 10 a 11 anos, é uma neoplasia "hormônio dependente", portanto, a incidência (para neoplasias benignas) está aumentada quando há uso de progestágenos (anti-concepcional) para previnir o estro (cio).
Estudos relatam que a incidência de neoplasias mamárias malignas e benignas é fortemente reduzida quando é realizada ováriosalpingehisterectomia (OSH - retirada de útero e ovários = castração) da fêmea jovem. Isto é: se uma cadela possui a pré-disposição para o desenvolvimento da neoplasia e é castrada, os riscos caem a depender da época que foi realizada a castração: 0,05% quando a fêmea é castrada antes do primeiro cio, 8% quando é castrada após o primeiro cio e 26% após o segundo cio.

Não foi encontrado efeito protetor da castração para fêmeas com mais de 2 anos. Não foi encontrado efeito protetor contra o desenvolvimento da neoplasia em cadelas que tinham pelo menos uma gestação, como é observado em mulheres.
Em gatas:
85% das neoplasias mamárias são malignas. Acomentem animais com uma idade média de 10 a 12 anos. Quando é realizada OSH antes dos 6 meses foi obsevado risco 7 vezes menor do desenvolvimento de neoplasia mamária.

Gatas e Cadelas:
Existem vários tipos de neoplasias mamárias malignas e benignas a depender da célula/tecido de origem.
O animal é apresentado com nódulos únicos ou múltiplos na glândula mamária. A cadela possui cinco pares de mamas e a gata possui quatro pares; e cada um pode apresentar neoplasias malignas e benignas, por isso é importante mandar TODO material retirado em cirurgia para exame histopatológico (biópsia).
As neoplasias benignas tendem a ser pequenas, circunscritas e firmes e as malignas tendem a apresentar crescimento rápido, limites pouco definidos, fixação na pele ou tecidos adjacentes, ulceração e inflamação. Esses são parâmetros comuns, mas o comportamento pode variar, isto é, neoplasias malignas pequenas e circunscritas e neoplasias benignas terem comportamento mais agressivo.
Um tipo especial de neoplasia maligna, o Carcinoma Inflamatório, pode apresentar outros sintomas como dor, crescimento rápido, edema de complexo linfático e pele avermelhada (eritema). É mais comum em cadelas, mas já foi relatado em uma gata.


Diagnóstico:
O diagnóstico deve basear-se nos achados do exame físico, no histórico, na realização de citologia e biópsia. Geralmente o exame histopatológico (biópsia) é realizado depois da cirurgia de tratamento, isto é, não são retirados pequenos fragmentos para biópsia para depois pensar em cirurgia.

Só é possível estabelecer um prognóstico e a melhor conduta com o resultado do exame histopatológico, sem esse resultado, não temos como afirmar a natureza do tumor (tipo e se é maligno ou benigno).

Eu sempre defendo a realização de citologia do tumor e dos linfonodos que estão drenando a área, em busca de sinais de malignidade e acometimento por metástase.
Deve ser realizado RX de tórax em busca de lesões características de metástase pulmonar. O pulmão um dos órgãos "preferidos" pelas neoplasias mamárias para se fazer metástase.

Tratamento:

Cabe ao clínico e ao cirurgião decidirem qual tipo de cirurgia mais apropriado e pode variar de acordo com a apresentação do tumor e da condição do animal.
A cirurgia é o tratamento de escolha para as neoplasias mamárias com excessão do Carcinoma Inflamatório. O tipo de cirurgia vai depender da extensão da lesão, podendo ser nodulectomia (retirada do nódulo, para lesões com menos de 0,5 cm - não deve ser feito em neoplasias malignas); mamectomia (retirada de uma mama, para lesões centralizadas, com menos de um cm e sem sinais de fixação); mastectomia regional (retirada das mamas em blocos, incluindo os linfonodos que drenam aquela região) e mastectomia uni ou bilateral (retirada de todas as mamas de um lado ou ambos, juntamente com os linfonodos).
Quimioterapia: estudos devem ser ainda realizados para avaliar a real colaboração da quimioterapia no tratamento de neoplasias mamárias.
Radioterapia: pode auxiliar na diminuição da neoplasia antes da cirurgia.

O prognóstico vai depender do estágio do tumor, do acometimento de linfonodos regionais ou metástase distante.

Fonte: Vail e Withrow - Small Animal Clinica Oncology. Ed. Saunders Elsevier. 4ª ed. Canada, 2007


Fonte: http://diarioveterinaria.blogspot.com.br/


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