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Sorocaba, 21 de Outubro de 2020

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Teatro Municipal recebe show em tributo a Vinicius de Moraes

Notícia publicada em 24/08/2016



Teatro Municipal recebe show em tributo a Vinicius de Moraes

Um show que enaltece o romantismo, com um repertório composto por músicas que falam de amor e que conta ainda com declamação de poesias. Esse é o formato da apresentação É melhor ser alegre que ser triste, tema do tributo a Vinicius de Moraes, que será realizado em Sorocaba com participação das cantoras Jane Duboc e Célia, e do ator e cantor Juan Alba. Com direção de Fernando Cardoso e direção musical de Ogair Júnior, o show será realizado no próximo sábado, dia 27, às 20h30, no Teatro Municipal, com realização da MdA International.

No repertório estão canções como Eu sei que vou te amar, Bom dia tristeza, Chega de saudade e Pra que chorar, além de poemas como o Soneto da separação.

O principal parceiro de composição de Vinicius foi Toquinho, que entre outras parcerias excursionou com Jane Duboc pelo Brasil e exterior. Conviveram muito e levaram a música de Vinicius por onde puderam. Convidada para esta apresentação, Jane disse que ficou muito feliz pela oportunidade de mais uma vez prestar homenagem ao poeta.

Durante sua trajetória, Jane estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática nos Estados Unidos, onde também chegou a lecionar História da Música. Teve um compacto chamado Pollution produzido por Raul Seixas, com quem trabalhou e participou de diversos discos. Foi integrante da Banda Veneno, entre outros tantos trabalhos, mas o sucesso veio com a sua fase romântica, quando gravou na década de 1980 as músicas Chama da paixão, Só nós dois e Sonhos. Além de todo esse destaque na área musical, vale lembrar: Jane é autora de livros infantis e tem extensa carreira como esportista. Confira a entrevista:

São quase 40 anos da morte de Vinicius e suas músicas continuam sendo muito cantadas, mesmo num mundo aparentemente com menos romantismo como o atual. A que você atribui essa atemporalidade, digamos assim, de suas músicas?

É verdade, mas nosso lado romântico nunca vai morrer e o poetinha sabia muito bem o que se passava nos corações dos seres humanos, afinal foi casado diversas vezes e era uma pessoa sensível, inteligentíssima e simples. Ele conseguia colocar nas palavras uma profundidade muito grande, aliás o romantismo é o lado emocional mais bonito que o ser humano tem, é a alma falando.

Vinicius dizia que a principal base de sua criação era a poesia. Ele fez muitos sonetos, um estilo que quase não se vê hoje. Na sua opinião, a poesia perdeu espaço?

Tudo perdeu espaço, né? Mas a poesia continua viva, tem uma equipe no bairro do Leme que se reúne para falar de poesia, declamar. São movimentos de resistência. Na música também perdemos espaço, a gente sabe que a divulgação nos meios de comunicação mudou, o negócio é carregar a bandeira da resistência. Nos shows, vemos que as pessoas gostam da Música Popular Brasileira (MPB), vemos como o poema agrada. O público se encanta, se emociona. Então se não estamos na televisão, nas rádios é porque o dinheiro está falando mais alto, só que ele ainda não pode comprar os corações, quando as pessoas vão assistir aos shows, vemos que elas gostam sim da MPB e muito. O público chora, ri, sente o que está sendo levado a ele.

Você atuou muito como esportista, ganhou medalhas em competições de natação, vôlei, tênis e tênis de mesa e, em Belém, tem um prêmio com seu nome para incentivar os esportistas. Poderia comentar um pouco sobre o que achou da Olimpíada?

O esporte sempre fez parte da minha vida e na minha opinião todo governo deveria pensar em esporte e arte, tem de ter isso nas escolas. O esporte, além de proporcionar saúde física e mental, ensina as pessoas a atuarem em equipe, a saber perder, ganhar, respeitar o adversário... Para o esporte a pessoa tem de ter determinação, se empenhar. É um ensinamento diário. Eu tive sorte de ter pais que adoravam esportes e ter nascido num lugar [Belém do Pará] que as pessoas priorizavam isso. Se tem um governo que priorize esporte e arte como música, teatro, dança, a pessoa cresce com respeito pelo próximo e tendo noção que sozinha não fará nada. Tem de ter uma equipe, e isso você leva para a profissão que escolheu. Sobre a Olimpíada, tivemos medo de ter terrorismo, de ter alguma epidemia de doenças, de não dar certo, mas no final das contas nada aconteceu. Com relação às nossas medalhas de ouro, temos de agradecer os esportistas pois sabemos que apesar de terem tido alguns patrocínios, dependeram muito mais de esforços individuais mesmo e persistência. Esse povo teve dignidade e foi à luta.  


Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul


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