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Sorocaba, 25 de Novembro de 2020

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Sorocaba - Sorocabano gasta 41% da renda pagando impostos

Notícia publicada em 25/06/2012



Contribuintes trabalharam até o dia 29 de maio só para ficar em dia com os cofres públicos

Amilton Lourenço
amilton.lourenco@jcruzeiro.com.br


A carga tributária brasileira é grande e não para de crescer. Até o final da tarde da última sexta-feira, o município de Sorocaba atingiu a marca de R$ 900 milhões arrecadados com impostos municipais, estaduais e federais. Os dados são da Associação Comercial de São Paulo, mantenedora do painel eletrônico Impostômetro, que atualiza em tempo real a quantidade de taxas e impostos pagos pelo consumidor em todo o Brasil. O excesso de impostos também pode ser comprovado por intermédio de um estudo realizado Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, que indica que cada sorocabano trabalhou do dia 1 de janeiro até o dia 29 de maio, ou seja, 150 dias, só para pagar impostos.
A tributação incidente sobre os rendimentos, como salários e honorários, por intermédio do Imposto de Renda Pessoa Física, pela contribuição previdenciária (INSS) e pelas contribuições sindicais. Além destes tributos, os contribuintes sorocabanos e brasileiros ainda pagam impostos sobre o consumo, já inclusos no preço dos produtos e serviços, como PIS, ICMS e IPI, sobre patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR) e taxas como limpeza pública, emissão de documentos.
"Em 2003, quando o IBPT lançou o estudo, o contribuinte destinava do seu rendimento bruto, em média, 36,98% para pagar tributos que incidem sobre os rendimentos, consumo, patrimônio, entre outros. Já em 2010 comprometeu 40,54%, e este ano, chegou a 40,98%", comenta o professor da Universidade de Sorocaba (Uniso) e delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon), Sidney Benedito de Oliveira.
Usando a mesma metodologia, o IBPT também calculou quantos dias os contribuintes de outros países trabalham para pagar impostos. Na Suécia, são 185 dias; Espanha, 137; Estados Unidos, 102; Argentina, 97; Chile, 92; e México, 91 dias. "Entra ano e sai ano e a arrecadação brasileira continua alta e se torna até sistemática. É uma das taxas mais altas do mundo e falta vontade política do governo para abaixá-la", argumenta.
Um outro problema citado pelo economista é que os mais pobres acabam sendo os mais afetados. "A carga é indistinta para todas as classes e, como é alta, os mais pobres sentem mais. O dinheiro dos impostos não são bem investidos e tem um gasto indireto pela classe média que paga tributos como pedágios, planos de saúde, escola particular, serviços essenciais que deveriam ser oferecidos com qualidade pelo governo", explica.
O economista ressalta também, que a classe média é prejudicada, contribuindo mais em termos relativos. "A classe média arrecada, mas não tem retorno. Ela utiliza muito pouco da estrutura ofertada pelo governo, já que paga pelos serviços particulares como planos de saúde. Se os impostos pagos pelos contribuintes ao governo fossem bem aplicados, em termos de qualidade e gestão, sobraria mais renda para as famílias e esta seria direcionada uma parte para o consumo, melhorando o bem estar da sociedade, e a outra seria poupada propiciando mais estabilidade para as famílias", explica.

Custo Brasil elevado

O vice-diretor do Fiesp Sorocaba, Erly Domingues de Syllos, alerta para os problemas provocados pela alta carga tributária e também critica a ineficiência do poder público em aplicar os recursos arrecadados do contribuinte. "Travamos uma guerra pela competitividade. Enquanto isso, os impostos crescem mais que o país. É um valor muito alto que está sendo drenado da população e isso já começa desde o portão das fábricas, onde são produzidos os bens. Nós temos uma das maiores cargas tributárias do mundo", lamenta.
No Brasil, a arrecadação de impostos representa 35,21% do Produto Interno Bruto (PIB) e vai na contramão de outros países que conseguem oferecer serviços públicos de qualidade, mantendo a carga tributária mais baixa, como é o caso do Japão, onde a soma dos impostos chega a aproximadamente 20%. Se comparado aos países da América do Sul, o Brasil ainda é o campeão de tributos. Em âmbito mundial, o país tem a maior tributação de alimentos, que gira em torno de 17%, enquanto na Europa não passa de 5%.
"Se o Governo oferecesse retorno digno pelo menos para as pessoas com menor poder aquisitivo já seria um bom começo. Mas nem os mais necessitados podem contar com serviços de saúde e educação de qualidade", salienta o vice-diretor do Fiesp.
Por outro lado, Erly lembra das dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo. "No campo, temos a soja mais competitiva do mundo. Mas no momento em que o produtor precisa transportar sua safra até o porto para embarcar para o mercado externo, o produto deixa de ser atraente, já que é necessário agregar despesas com impostos, transporte por rodovias de má qualidade e com alto custo de pedágios, além do embarque por meio de um sistema portuário arcaico", exemplifica.
Para finalizar, Erly lembra que o dinheiro arrecadado pelo poder público muitas vezes não é administrado de maneira correta. "Atualmente, um executivo de uma grande empresa, que possui uma série de atribuições por exercer uma função de grande responsabilidade, ganha em média R$ 30 mil. Outro dia, a imprensa divulgou os altos salários pagos por um órgão do poder legislativo. Um exemplo foi o de um motorista que ganha R$ 44 mil. Esse é um belo exemplo de como o dinheiro dos contribuintes é mal administrado."


Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=397512


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