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Sorocaba, 08 de Julho de 2020

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Sorocaba - Sorocaba está entre cidades que menos produzem lixo

Notícia publicada em 29/04/2011



Os sorocabanos ficaram na quarta colocação entre os que menos descartam lixo para a coleta pública quando comparados com moradores de 36 capitais ou cidades brasileiras com 500 mil habitantes ou mais. Na Região Sudeste perderam apenas para os de São José dos Campos. É o que mostra o "Panorama dos Resíduos Sólidos" divulgado ontem pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) com números relativos a todo o ano de 2010.

A produção média de lixo por pessoa no ano passado foi de 896 gramas em Sorocaba e de 883 gramas em São José dos Campos. As cidades com mais de 500 mil habitantes que menos coletaram lixo no Brasil em 2010 estão na Região Norte: Rio Branco, capital do Acre, com 820 gramas ao dia por morador e Palmas, capital do Tocantins, com 883 gramas dia por pessoa. A média do Estado de São Paulo ficou em 1,382 quilo por pessoa ao dia em 2010.

O estudo feito pela Abrelpe com base nas informações divulgadas pelas prefeituras e no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE) mostra que em 2010 a coleta pública de lixo em toda a cidade de Sorocaba recolheu uma média diária de 520 toneladas, 8,7 toneladas a menos do que as 528,7 toneladas dia coletadas no ano anterior. Em 2010 cada sorocabano, em média, reduziu em 14 gramas a quantidade diária de lixo gerado, se comparado com o ano anterior. Foram 896 gramas em 2010 ante 910 gramas em 2009: uma diferença de 1,5%.

Campanha para reduzir lixo

Apesar de Sorocaba ter ficado entre as maiores cidades brasileiras que menos geram lixo, a secretária municipal do Meio Ambiente, Jussara de Lima Carvalho, diz que a produção de 896 gramas diárias por habitante em média ainda é alta e anuncia que a Prefeitura promoverá uma campanha de conscientização para a população descartar menos rejeitos. "Vamos mostrar a quantidade de lixo que geramos em Sorocaba, o quanto custa tratar, o que individualmente podemos fazer para melhorar esses números e consequentemente destinar o que gastamos com lixo para coisas mais nobres", declarou. Ela diz que a campanha está em estudos, e que gostaria que ela começasse no início do segundo semestre, mas como ainda dependerá de licitação, prevê que possa entrar em veiculação até o final deste ano.

Na opinião da secretária Jussara o sorocabano ainda desperdiça muito, principalmente alimentos. Afirma que sempre trabalhou com o patamar de meio quilo e por isso considera os 896 gramas muito alto. "É compatível com a cidade de Sorocaba, mas do ponto de vista ambiental ele é muito grande", declarou ao explicar que, quanto mais desenvolvida e rica uma cidade, a geração de lixo tende a ser maior. Em 2007 a quantidade de lixo gerada ao dia por sorocabano era de 640 gramas, segundo o mesmo "Panorama" da Abrelpe divulgado no ano de 2008. Sobre a redução de 1,5% na geração diária do lixo a secretária Jussara considerou que a diferença é pequena. Sobre o possível motivo da diminuição, disse que não estava confortável naquele momento porque precisaria analisar a situação.

Estudioso valoriza diminuição

O coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Sorocaba (Uniso), José Lázaro Ferraz, observa que a redução de 14 gramas ao dia por sorocabano durante um ano correspondeu a quase 3,2 mil toneladas a menos de dejetos enviados para o aterro. Apenas no mês janeiro de 2011, conforme publicado pelo Cruzeiro do Sul na edição de 20 de fevereiro, a Prefeitura gastou R$ 2,7 milhões para fazer a coleta de porta em porta, exportar e dar destino final no aterro particular em Iperó, a 16,7 mil toneladas de lixo. Considerando os custos atuais, a economia correspondente a quase 3,2 mil toneladas que deixaram de ir para o aterro em 2010 corresponde a R$ 517 mil se levado em consideração o valor por tonelada (R$ 161,68) que foi paga pela Prefeitura em janeiro de 2011 para dar destino ao lixo.

Na opinião do professor Lázaro Ferraz, o trabalho que as cooperativas de coleta de recicláveis estão fazendo em conjunto com a Prefeitura é o grande começo para um progresso mais efetivo. "Isso é muito importante porque tem um potencial bastante alto para reduzir o lixo. Há países que proibiram o aterro, tudo tem que ser tratado", declarou. Para ele, a próxima providência será pensar no lixo orgânico e foi isso que incentivou a realização do 1º Seminário Regional de Resíduos Sólidos Urbanos, promovido pelas prefeitura da região nos últimos dois dias, na Uniso.

Especialistas apostam na reciclagem

O coordenador do curso de gestão ambiental da Universidade de Sorocaba (Uniso), Vidal Mota Júnior, acredita que a queda na coleta pública está relacionada ao aumento da coleta seletiva pelas quatro cooperativas que funcionam em Sorocaba: Catares (Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Material Reaproveitável de Sorocaba), Coreso (Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba), Ecoeso (Espaço Cooperado de Empoderamento Social) e Cooperativa Reviver. Na opinão do professor Vidal Mota, apesar de numericamente pequena, a redução de 1,5% é significativa e representa um número muito maior porque a cidade está crescendo, o comércio está aquecido e certamente a geração de dejetos aumentou, mas deixa de ser entregue à coleta pública porque está sendo destinado para a reciclagem.

Para a Secretaria de Parcerias (Separ) da Prefeitura, a coleta seletiva tem grande importância na redução do despejo do lixo do município no aterro sanitário, já que fez investimentos em locação de caminhões, expansão da parceria com a Coreso, remanejamento de outros espaços para triagem, e outras ações em parceria com as cooperativas. Mas os números do material comercializado pelas cooperativas fica inferior à redução da coleta pública. A média de lixo recolhido para ser levado ao aterro de 2009 para 2010 diminuiu em 8,7 toneladas ao dia, enquanto a média da coleta dos recicláveis feita pelas cooperativa, no mesmo período, aumentou em 2,6 toneladas.

Coleta por terceiros não é mensurada

A Prefeitura contabiliza o material reciclável comercializado pelas cooperativas de coleta. "Temos uma grande quantidade de catadores fora das cooperativas atuando na coleta seletiva em Sorocaba", observa Rita de Cássia Gonçalves Viana, presidente do Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento, Emprego e Cidadania (Ceadec), que implantou a primeira cooperativa de coletores de recicláveis em Sorocaba.

Para a presidente do Ceadec, a redução do lixo levado para ao aterro em 8,7 toneladas dia, com certeza deve-se à quantidade de recicláveis que deixam de ser enviados para o aterro para serem reciclados. Apesar da coleta para reciclagem estar em crescimento em 2009, com base nos números oficiais da Separ, ela correspondeu a apenas 0,66% (1,26 tonelada no ano) e em 2010, a 1,17% (2,22 toneladas no ano).

No primeiro quadrimestre de 2011, conforme notícia publicada pelo Cruzeiro do Sul, o material coletado pelas cooperativas entre de novembro de 2010 a janeiro de 2001 correspondeu a 2,74% de tudo o que foi levado para o aterro. Segundo o professor José Lázaro Ferraz, em cidades como Sorocaba, estima-se que seja possível reaproveitar até 25% de todo descarte como material para reciclagem. (Por Leandro Nogueira - leandro.nogueira@jcruzeiro.com.br)


Fonte: http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=291860


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