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Sorocaba, 03 de Julho de 2020

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Sorocaba - Médicos fazem protesto contra convênios e param atendimento

Notícia publicada em 07/04/2011



Os médicos de todo o País realizam hoje, Dia Mundial da Saúde, um protesto contra a remuneração praticada pelos convênios de saúde. O movimento se dará com a suspensão dos atendimentos de consultas e procedimentos médicos - exames e até cirurgias sem urgência - a serem pagos pelas operadoras privadas. Segundo Wilson Campagnone, presidente da Sociedade Médica de Sorocaba e superintendente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM-SP), estes foram remarcados, por cada consultório, para outras datas. As exceções ficam por conta dos atendimentos de emergência, que acontecerão normalmente. Haverá ainda uma manifestação dos médicos, às 11h, durante sessão da Câmara Municipal.


A estimativa da Sociedade Médica é de que a adesão dos profissionais em Sorocaba seja grande. "Pelo que estamos sentindo, deve ser de 100%", comentou Campagnone. Atualmente, a cidade possui 1,7 mil médicos cadastrados no CRM, dos quais cerca de 90% trabalham com vínculo a pelo menos um convênio particular. De acordo com o presidente da Sociedade Médica, um dos principais motivos da manifestação é o pagamento de baixos valores pelas consultas, que estariam defasados em cerca de 140%. Atualmente, estes variam entre R$ 25 e R$ 40. "Eles utilizam uma tabela da Associação Médica Brasileira (AMB) de 1.992, que nem existe mais. Desde 1.996 temos a Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), para que o valor destes sejam estabelecidos de acordo com as características regionais", explicou. Nos últimos sete anos, segundo dados do Conselho Federal de Medicina, a captação das operadoras cresceu 129%, contra 44% de reajuste no valor das consultas.


O descontentamento da categoria, entretanto, vai além dos valores pagos por consulta e procedimentos realizados. Os profissionais da Medicina reclamam da falta de pagamento pelos retornos com menos de 30 dias e até da restrição para liberação de exames. "Existem convênios que fazem o paciente passar por outro médico, vinculado a ele, para confirmar a necessidade real do exame", reclama Campagnone. A paralisação dos atendimentos por 24 horas é uma iniciativa da Federação Nacional dos Médicos, Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira, órgãos que formam a Comissão de Saúde Suplementar. A expectativa é mobilizar 160 mil profissionais em todo o País.


Diante das reclamações e do protesto anunciado, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que reúne as operadores de saúde, esclareceu, por meio de nota, que não faz parte de suas atribuições discutir remuneração a prestadores de serviços. Porém, afirma que esta é variável tanto sobre os valores acordados como também sobre quaisquer outras particularidades do relacionamento entre operadoras de planos de saúde e seus prestadores de serviços. "O movimento dos médicos é aceitável, desde que não prejudique o atendimento aos beneficiários dos planos de saúde", finaliza.


Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação dos planos de saúde no Brasil, alerta que os convênios e os médicos devem garantir os atendimentos de urgência/emergência, bem como um novo agendamento para os serviços suspensos. "Diante dos fatos, esclarecemos à sociedade que a ANS vem trabalhando continuamente na busca pelo entendimento entre operadoras e prestadores de serviços de saúde, sempre no intuito de salvaguardar o equilíbrio do mercado e garantir o atendimento com qualidade aos consumidores de planos de saúde", diz nota.


Orientação


A orientação aos pacientes que já tinham consultas ou exames pré-agendados para o dia de hoje e não tiveram os mesmos remarcados é para que entrem em contato com os consultórios e clínicas, antes de sair de casa, para confirmar se seu médico aderiu ao movimento. O protesto terá a duração de 24 horas e os atendimentos voltam ao normal a partir de amanhã. Como a categoria garante os atendimentos de urgência e emergência, estes acontecerão normalmente nas unidades que oferecem este serviço - mesmo para os casos mais simples, confirmou o presidente da Sociedade Médica. Campagnone esclareceu, ainda, que os médicos que atendem pela Unimed também devem aderir ao movimento, apesar desta ser uma cooperativa e não um convênio médico. Isso acontecerá como forma de apoio ao protesto. As unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) funcionarão normalmente.


Fonte: http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=285240


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