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Sorocaba, 25 de Outubro de 2021

NOTÍCIAS


Sorocaba - Lixo é jogado nos contêineres sem embalagem

Notícia publicada em 19/04/2012



Notícia publicada na edição de 19/04/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 9 do caderno A

Samira Galli
samira.galli@jcruzeiro.com.br

A eliminação das sacolinhas dos supermercados já reflete em mudanças no estilo de vida do sorocabano em menos de um mês. No dia 4 de abril, as sacolas de plástico deixaram de ser disponibilizadas gratuitamente nos caixas dos supermercados do Estado de São Paulo, conforme Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 3 de fevereiro deste ano, pelo Ministério Público do Estado, Procon de São Paulo e Associação Paulista de Supermercados (Apas). Por causa da medida, já houve um aumento de cerca na 20% da procura por sacos de lixo, novos produtos para o descarte foram desenvolvidos, os ambulantes voltaram a vender o produto de casa em casa e até as caixas de papelão - ofertadas pelos supermercados como alternativa para carregar as compras - passaram a servir para descartar o lixo. Mas as adaptações também trouxera problemas. Sem condições financeiras para a compra de sacos plásticos, há quem jogue o lixo diretamente nos contêineres, sem embalagem. A prática tem feito com que, no momento da coleta, parte da sujeiras acabe ficando jogada pelas ruas.

Por causa dessa situação, a comerciante Tânia Maria de Souza Martins, de 40 anos, já precisou juntar-se aos demais moradores da rua onde mora, no Parque São Bento, para recolher o lixo caído no chão após a passagem do caminhão da coleta. "As pessoas não podem comprar sacos de lixo, então jogam direto. E o lixeiro não pega se cai no chão ou espalha. Fica tudo uma sujeira. Naquele dia precisamos até varrer a rua", conta. Ela ainda tem um pequeno estoque das antigas sacolinhas plásticas, mas que não deve durar muito tempo. "Daqui a pouco já vou precisar comprar os sacos", observa.

A dona de casa Maria Selma Marques dos Santos, 47 anos, acredita que a medida prejudicou a população, que agora precisa comprar os sacos para depositar o lixo. "Paguei R$ 3,40 em cinco sacos de 100 litros. Não tem o que fazer, tem que sair do nosso bolso, como sempre", afirma. Já a cabeleireira Eloisa Ferreira, 42, voltou a comprar sacos de ambulantes para jogar o lixo. "Eu compro dos menores, pago R$ 2 no pacote com dez sacos de 20 litros. Eles ficam grandes na lixeira do banheiro, mas eu amarro dos lados", conta.

Segundo a Secretaria de Obras e Infraestrutura Urbana (Seobe), a utilização dos contêineres pela população deve respeitar a regra de que todo lixo doméstico depositado no recipiente esteja embalado, pois a decomposição de material orgânico prejudica a manutenção e a vida útil das lixeiras. O sistema mecanizado agiliza os serviços de coleta de lixo, pois os caminhões contam com dispositivos para levantamento dos equipamentos e despejo dos resíduos diretamente no triturador. Materiais perfuro-cortantes, como cacos de vidro, tesouras, lâminas, entre outros, devem ser embalados em folhas de jornal, para evitar riscos de cortes aos coletores. O jornal também é uma alternativa para a falta das sacolas plásticas e para aqueles que não têm condições para comprá-las. A orientação é a confecção de um saco de papel. É possível aprender o passo a passo como fazê-lo no site da Secretaria de Meio Ambiente (www.meioambiente.sorocaba.sp.gov.br).

Mercado

Para se adaptar às mudanças comportamentais trazidas com a medida, uma loja especializada, que possui fabricação própria, desenvolveu um modelo de saco específico para lixeiras de cozinha e banheiro. O saco tem 34x38 centímetros, é feito a partir de um plástico branco leitoso e custa R$ 2,50 o rolo com 40 unidades. "O novo saco foi desenvolvido há um mês para suprir a falta das sacolinhas. Hoje, além de disponibilizar produtos para embalagens e revenda, há também a procura direta do consumidor final, que ainda está se adaptando", afirma o gerente Fábio Tatemoto.

Desde que a TAC entrou em vigor, a venda dos sacos de lixo na loja aumentou cerca de 20%, segundo ele. Os sacos convencionais podem ser encontrados a partir de R$ 3,37 o rolo com 30 unidades com capacidade para 15 litros. A variação de preço e quantidade fica por conta do tamanho e capacidade dos produtos. Os únicos que não tiveram aumento nas vendas foram os sacos ecológicos coloridos, para lixeiras destinadas à reciclagem. "Esse tipo de produto é utilizado mais por empresas, por isso a procura continua a mesma", finaliza.


Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=380909


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