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Sorocaba, 21 de Maio de 2019

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Sorocaba - Gasto com ônibus supera prestação de moto

Notícia publicada em 02/08/2011



Notícia publicada na edição de 02/08/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 7 do caderno A

Leandro Nogueira
leandro.nogueira@jcruzeiro.com.br

O sorocabano que compra passagens sociais para fazer duas viagens diárias (ida e volta) nos ônibus coletivos do município durante um mês paga mais caro do que a parcela mensal de uma motocicleta nova, dependendo da marca e modelo. O cartão ou passe social custa R$ 2,85 e é a terceira maior tarifa do Brasil (levantamento de junho), perdendo apenas para a Capital e alguns municípios da Grande São Paulo. O gasto em 26 dias para andar de ônibus em Sorocaba, exceto domingos ou feriados, é de R$ 148,20. Chega a R$ 161,90 se o transporte coletivo também for usado aos domingos em um mês de 31 dias e sem feriados. Aos domingos e feriados custa R$ 1,00 para quem tem o cartão social. Em Sorocaba, uma moto de 110 cilindradas zero quilômetro pode ser encontrada com parcelas mensais fixas de R$ 130,00, em 48 vezes e uma de 125 cilindradas, sem entrada e parcelas fixas de R$ 172,00.

O gesseiro Osvaldino Barbosa dos Santos, 39 anos, que usava mais de duas passagens ao dia para prestar serviços, há dois anos assumiu a moto e financiamento da enteada com parcelas mensais de R$ 220,00. Está satisfeito com a escolha, já quitou as prestações e como usa o veículo de cem cilindradas para prestar serviços em dois ou três lugares por dia, calcula que se fosse de ônibus gastaria até R$ 17,00 diários com passagens. "Valeu a pena, dê ônibus seria mais caro e de moto ainda chego mais rápido"", cita. Osvaldino declara percorrer 50 quilômetros com um litro de gasolina, cujo preço médio em Sorocaba é de R$ 2,55, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

O gerente de uma concessionária que vende motos com parcelas de R$ 130,00, José Miguel da Silva, afirma que a mais barata não é a mais vendida. Segundo ele, os consumidores preferem pagar mais para adquirir um veículo um pouco mais potente. Declara que 60% das vendas é destinada para pessoas que estão comprando a primeira moto ou tiveram uma no passado, entre eles, muita gente está trocando o custo das passagens de ônibus pelo financiamento. "Em alguns países é diferente, a minha filha passou dois anos na França e diz que o transporte público lá é muito utilizado, quase ninguém usa veículo particular, mas a estrutura impressiona porque o passageiro chega em qualquer lugar com muita rapidez", disse o gerente da revendedora. O gerente de outra concessionária que tem a moto de 125 cilindradas com parcelas a R$ 172,00, Vander David, também diz que 60% das aquisições são feitas por pessoas que até então andavam de ônibus.

O metalúrgico Jhonatan Wilhan Rosa Ramos, 20 anos, declarou na última quinta-feira que estava prestes a comprar uma moto nova com 150 cilindradas. Seria o primeiro veículo dele, que usa seis ônibus nos trajetos de casa para o trabalho e escola. Declarou disposição para pagar parcelas de R$ 250,00 mensais, bem mais do que gasta com o ônibus, já que tem transporte gratuito na empresa. "A vantagem é não depender de hora marcada e ainda chegar mais rápido porque enquanto de ônibus demoro uma hora de casa até o trabalho, de moto eu farei em 15 minutos", afirmou. O amigo de Jhonatan e também metalúrgico, Fernando Amaral, 22 anos, declarou que comprou a moto há três anos, quando gastava R$ 8,50 diários com passagens de ônibus. Ele ainda paga R$ 230,00 pelas prestações da moto. "O custo é maior, mas o benefício é muito melhor", justifica. Além do mais, as parcelas não são para sempre.

O corretor de seguros Fabrício Augusto Camargo Leme, 35 anos, diz que percorre de 70 a 100 quilômetros diariamente de moto e gasta R$ 20,00 por semana. "Se fosse fazer as visitas de ônibus seriam cerca de oito passagens, sem considerar a de ida e volta para a casa", declara. A estudante Karoline Machado, 30 anos, está procurando emprego e para isso usa a moto. Ela mora em Votorantim e diz que se não fosse de moto não teria os mais de R$ 30,00 para pagar passagens para visitar agências de empregos e potenciais empregadores, em média três vezes por semana, em Sorocaba. De moto, ela diz que gasta R$ 10,00 a cada três ou quatro dias para procurar emprego.

Combustível encarece

Viajar de ônibus durante um mês torna-se mais barato em relação à moto quando é somado o valor da parcela com o combustível. Além da parcela do novo veículo, quem migra para a moto também assume os custos com combustível, manutenção, documentação, IPVA, eventual contratação de seguro ou despesas em caso de acidentes. A Urbes Trânsito e Transportes estima que cada um dos 150 mil passageiros diários que usam o transporte coletivo, em média viaja 12 quilômetros da origem ao destino.

Ao preço médio do litro da gasolina a R$ 2,55, se considerados os mesmos 12 quilômetros com a moto de 110 cilindradas, que segundo o vendedor chega a fazer 50 quilômetros com um litro de gasolina, o gasto será de R$ 0,61 por percurso. Calculadas duas viagens (ida e volta), cada uma com 12 quilômetros, durante 31 dias, o gasto em combustível no mês com a moto fica em R$ 37,82. Logo, a soma da parcela de R$ 130,00 mais os R$ 37,82 da gasolina resulta R$ 167,82. O preço da parcela do veículo com 110 cilindradas, mais o combustível, fica R$ 6,73 a mais do que o gasto para utilizar o ônibus diariamente a cada mês.

Se o mesmo cálculo for feito com uma moto de 125 cilindradas, que pode percorrer cerca de 35 quilômetros com um litro, a parcela mais combustível durante 31 dias fica em R$ 226,21 ou R$ 64,31 acima do que paga nos passes sociais no mesmo período. Recentemente foi lançada uma moto modelo scooter elétrica, vendida em Sorocaba em 36 parcelas mensais de R$ 212,00 e que segundo o fabricante, é possível percorrer 50 quilômetros com o consumo de energia equivalente a R$ 1,10. Somada a parcela e o custo do combustível, para percorrer 24 quilômetros durante 31 dias o custo seria de R$ 228,37, ou R$ 66,47 a mais do que o custo com as passagens sociais.

Comparativo de tarifas

R$ 3,00 São Paulo (SP)
R$ 2,90 Guarulhos (SP), Osasco (SP), Santo André (SP) e São Bernardo do Campo (SP)
R$ 2,85 Sorocaba e Campinas (SP)
R$ 2,80 São José dos Campos (SP)
R$ 2,60 Florianópolis (SC)
R$ 2,50 Curitiba (PR), Salvador (BA)
R$ 2,45 Belo Horizonte (MG)
R$ 2,40 Ribeirão Preto (SP), Uberlândia (MG)
R$ 2,20 Vitória (ES)
R$ 2,00 Brasília (DF)

* Fonte: Associação Nacional de Transportes Públicos - levantamento de Julho de 2011.


Fonte: http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=318887


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