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Sorocaba, 25 de Outubro de 2021

NOTÍCIAS


Sorocaba - Exposição que reconta os detalhes da Revolução será aberta hoje

Notícia publicada em 17/05/2012



Notícia publicada na edição de 17/05/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 6/7 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

A Revolução Liberal deixou personagens e vestígios. Alguns deles serão mostrados em exposição que será aberta hoje, às 9h30, no IHGGS (rua Ruy Barbosa, 84, Além Ponte, e ficará aberta até 25 de maio, das 8h às 17h, com entrada é gratuita. A cerimônia apresentará um Duo de Flauta e Violão da Fundação de Desenvolvimento Cultural (Fundec). A exposição também tem o apoio da Polícia Militar, do Museu Histórico Sorocabano (MHS) e da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), mantenedora do jornal Cruzeiro do Sul.

Entre os vestígios deixados pela Revolução e seus personagens, o prédio do MHS, localizada nas dependência do zoológico municipal, foi propriedade do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. A casa era como um equipamento preparado para a Revolução: a partir de um armário, ela tinha um acesso a um túnel que conduzia a uma saída com distância de 50 metros. A Casa de Brigadeiro Tobias, na zona leste da cidade, também era propriedade de sua família.

Adilson Cezar lembrou que a Revolução Liberal também deixou como vestígios os canhões da praça Arthur Fajardo (largo do Canhão), a igreja Matriz como centro social, cultural e econômico. A ata original do encontro que decretou a Revolução pode ser vista no IHGGS.

Regente Feijó

Entre todas as emoções da Revolução Liberal, uma das mais dramáticas foi a da prisão do padre Diogo Antonio Feijó por Duque de Caxias. O professor Adilson Cezar preferiu dizer que ele foi detido, porque não poderia ser preso em razão de ter sido senador. Doente, com o corpo paralisado pelos problemas de saúde, Feijó manteve um diálogo com Caxias, que Adilson César reproduziu assim:
Feijó: "Quem imaginaria que antes Vossa Excelência, que recebia ordens minhas, vem hoje para deter o senador Feijó."
Caxias: "Pois bem. E tenho comigo as mesmas ordens que Vossa Excelência me deu no passado: para combater uma rebelião, uma revolução, tem que ser a ferro e a fogo."

Anos antes, quando Feijó havia sido o todo poderoso Regente do Império, Caxias era seu subordinado e agora os papéis estavam invertidos. A cena foi reproduzida pelo artista Ettore Marangoni em tela de 1984 e mostra Feijó em estado deprimente, sentado, entregue à rendição, diante de Caxias e outros soldados. Enviado ao Rio, Feijó foi depois encaminhado ao abrigo do Convento Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha de Vitória (ES). Morreu cinco meses depois, sem ter tido a oportunidade de ser beneficiado com a anistia de 1845.

Para Adilson Cezar, o triunfo das ideias liberais ocorreu em 1889 com o nascimento da República, que consolidou autonomia para os municípios e o funcionamento das Assembleias Legislativas. Nascido em 1794, Tobias morreu em 1857.

Uma mulher forte

Outro momento dramático foi a prisão do Brigadeiro Tobias na Fortaleza da Laje, constituída de uma rocha muitas vezes invadida pela água do mar. A esposa de Rafael, Domitila de Castro Canto e Mello, a Marquesa de Santos, foi ao Rio ao tomar conhecimento de que o marido estava doente na prisão. Ela pediu ao imperador Dom Pedro II para ficar presa com Tobias.

Dom Pedro não queria receber Domitila para ouvir o pedido dela. Adilson Cezar contou que, diante disso, a atitude dela foi desafiadora. Numa reprodução do diálogo com o imperador, ela disse: "Se não me receber, eu vou até sua presença levando os seus irmãos." Ela era mãe dos filhos ilegítimos de Dom Pedro I, o pai do imperador, que finalmente a ouviu e atendeu o seu pedido. Domitila, acompanhada de um grupo de ajudantes, embarcou para a Fortaleza da Laje. Ali havia um calabouço que era constantemente inundado pela água. Tobias ficou preso naquele lugar durante pelo menos um mês.

A intervenção de Domitila deu certo. Tobias foi transferido para a Fortaleza de Villegaignon, onde se localiza hoje a Escola Naval, próximo ao atual aeroporto Santos Dumont.

Um militar em ascensão

Luís Alves de Lima e Silva, o Barão de Caxias, foi outro personagem de destaque. No rastro da retirada dos liberais do córrego Pirajuçara, em São Paulo, ele entrou em Sorocaba em 20 de junho de 1842. A essa altura, tinha outros desafios em Barbacena, Minas, com outra frente da Revolução Liberal, liderada por Teofilo Ottoni. Em Minas ocorreram vários conflitos armados, encerrados com o combate de Santa Luzia em 20 de agosto daquele ano. Pela primeira vez, quase Caxias perdeu uma batalha, a de Santa Luzia. Nunca foi derrotado. Ele também lacrou os canhões em poder dos liberais. Eram três canhões, sendo que dois ficaram em Sorocaba e um está no Museu Paulista (do Ipiranga, em São Paulo). Foram fundidos na Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema com o objetivo de comemorar o primeiro aniversário da maioridade de Dom Pedro II. Eles deveriam fazer disparos em homenagem ao imperador. Nele há uma gravação de P II (referência ao imperador). (Carlos Araujo)


Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=387806


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