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Sorocaba, 24 de Novembro de 2020

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Poesia que nasce do mecânico e bruto movimento

Notícia publicada em 07/12/2012



Poesia que nasce do mecânico e bruto movimento

Elas são precisas, complexas e pesadas. Mas não se engane: toda engenhoca necessária às obras do artista sorocabano Leonardo Gallep, tem um propósito que vai além da funcionalidade. Há, entre madeiras, ferragens, arames e rolamentos, uma necessidade muito simples, mas não menos importante: a poesia.

Talvez, de primeira olhada, ao longe, seja difícil identificar essa característica em um trabalho que salta aos olhos com tanta precisão, imponência e mecanismos. Mas, acredite, isso é apenas a primeira impressão. Com a aproximação e, se possível, uma conversa com o artista, as máquinas ficam em segundo plano, possibilitando apenas a contemplação de um momento de leveza e simplicidade, como o desabrochar de um dente-de-leão ao vento, como se revela em uma das três obras do artista, que fica de hoje até dia 21 em exposição ao público, na Oficina Cultural "Grande Otelo".

Essa é a primeira exposição do artista que ainda titubeia com o rótulo. Se esquiva do invólucro que parece pairar sobre os criativos, mas confessa que a curiosidade pelos mecanismos das coisas, desde criança, estava mais ligado a poesia dos movimentos. Formado em design pela Unesp, também titubeou na hora de escolher uma carreira. Poderia ser design (na época desenho industrial), mas também poderia ser engenharia mecatrônica, ou cinema. "Sempre fui curioso com detalhes. Gosto de pensar nos mecanismos, mas não sei se sairia bem com calculo 1, 2,...E queria fazer um curso perfeito para mim, que englobasse muitas coisas", explica Leonardo que ficou com a primeira opção e não se arrepende. "Notei que esse era um curso bem amplo, onde tinha certa liberdade", reconhece. Curioso, desenhista, cinéfilo e criado dentro da oficina do pai onde criavam peças de madeira, não é de se assustar a indecisão do jovem, na escolha profissional.

Mais atento às dúvidas do que as certezas, foi a observação de um objeto que sempre o fascinou, as caixinhas de música (daquelas das bailarinas) que proporcionou ao jovem as primeiras respostas profissionais. "Observando a caixa de música que me deu um estalo, tinha um cenário ali. Eu queria ver o movimento que fazia. Foi nessa busca que em determinados momentos alguns estalos me fizeram perceber que talvez o que mais me encantava não era necessariamente uma arte, mídia ou anteparo específico, mas os elementos que compunham o processo de criação dentro dessa e de várias outras linguagens, tais como a imagem e o movimento, composição do tempo e do espaço, a criação do ambiente e da atmosfera na busca das diferentes maneiras de como contar uma história e as diversas formas de interação que podem ser utilizadas", fala.

Reconheceu que, para chegar à linguagem final, no caso o cinema, precisaria voltar algumas casa, e chegar na imagem em movimento inicial. "Na verdade, criar ambientes com elementos para contar história". E começou a pensar elementos e não roteiros, até que criou sua primeira obra, uma caixinha de música que, no lugar da bailarina, tinha um balão e toda a parte de funcionamento a mostra, compondo a estética da obra. Partindo daí, aprofundou suas técnicas e suas pesquisas, e empenhou no trabalho de conclusão de curso, onde criou uma estrutura, de certa forma um rascunho inicial do que seria essa primeira exposição, não por acaso batizada de "Constructos - Esculturas Cinéticas", termo que cabe para a funcionalidade e exatidão ao remeter a uma criação que serve para exemplificar ou descrever uma teoria; ou a poesia, por também poder ser explicada como sendo uma percepção formada a partir da combinação de lembranças e acontecimentos atuais.

Arte cinética

"Isso de misturar arte e ciência não é de hoje, elas estão sempre juntas", explica Leonardo. A justificativa do artista é mais do que uma posição, e sim uma apresentação de sua arte, que se encaixa em uma corrente das artes plásticas ainda pouco explorada no Brasil, a arte cinética. Para entender um pouco mais o que vem a ser essa arte, é importante ver as obras. E o que é melhor, tocá-las, já que a arte cinética explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos, ilusão de óptica ou truques de posicionamento de peças.

Foi ao estudar mecanismos, as caixas de músicas, que Leonardo se deparou com a arte cinética e se identificou. "São mecanismos complexos para coisas simples", pontua o artista ao apresentar suas obras, que apesar de independentes, conversam entre si. A maior delas, que leva um motor, tem na parte ide baixo uma sequência - como se fosse um filme - mostrando o delicado processo do vôo de um dente-de-leão quando soprado. Na parte superior, uma espécie de móbile gira e carrega sementes da planta, contextualizando a ideia. Apesar do tamanho e peso da obra, a mensagem que passa é da leveza.

Outra obra trata a ideia de molas e também pode ser manuseada, e a terceira, móbiles. Aliás, se pedir para o artista defender a arte cinética, e o motivo de ter sido contemplado através do edital da Lei de Incentivo à Cultura de Sorocaba (Linc) para viabilizar a exposição, a argumentação é muito plausível. Como reforça, essa é uma das poucas (ou raras) exposições de arte cinética na cidade, sem contar que os obras, por serem e conterem elementos complexos, mas cotidianos, e do conhecimento de muitas pessoas, principalmente que trabalham diretamente com mecânica, eletricidade, acaba agradando e chamando atenção de um público mais amplo e heterogêneo.

O artista, que fez cursos de especialização em cinema e atualmente é freelancer em projetos de desenho gráfico, animação, ainda está abrindo as portas da exposição, mas já tem planos futuros, tanto para as artes cinética quanto para o cinema. Ele não revela os projetos, mas deixa claro que é pelo lado da experimentação que deve correr sua carreira. "A ideia é ver e mostrar como as coisas funcionam", conclui.

Serviço

A exposição "Constructos - Esculturas Cinéticas", de Leonardo Gallep permanece aberta ao público de hoje até o dia 21 de dezembro, na oficina cultural Grande Otelo, que fica na rua Frei Baraúna, Centro. O horário de visitação é de segunda a sexta-feira, das 13h às 21h; e aos sábados, das 13h às 18h. A entrada é gratuita. Mais informações sobre o artista: www.leonardogallep.blogspot.com.br. 


Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=439298


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