Sorocaba, 01 de Outubro de 2014

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Medicamentos para glaucoma são gratuitos

Notícia publicada em 17/04/2013



Medicamentos para glaucoma são gratuitos

Assim que a aposentada Rosa Francisca dos Santos Oliveira descobriu que tinha glaucoma no olho direito, cinco anos atrás, o tratamento com medicamentos específicos de controle da doença tornou-se indispensável. Os dois tipos de colírio receitados pelo médico oftalmologista, no entanto, chegavam a custar mais de R$ 50,00 cada. E só eram o bastante para, no máximo, três meses de uso. "Eu preciso pingar no olho todos os dias, de 12 em 12 horas", explica a sorocabana, de 79 anos.

A única saída que dona Rosa encontrou para driblar as altas despesas decorrentes da doença foi procurar a Casa do Glaucoma, do Hospital Oftalmológico do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS). O programa, instalado na cidade em março do ano passado por meio de um convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) do Governo Federal, fornece remédios gratuitos para pacientes com glaucoma na região. Além da aposentada, a Casa do Glaucoma já tem quase três mil pessoas cadastradas, com expectativa de que seis mil possam se beneficiar do programa, no total.

Num primeiro momento, explica a gerente de atendimentos do BOS, Kátia Campos, o convênio atendia apenas pacientes da regional da Secretaria de Estado da Saúde (o DRS 16), mas acabou sendo ampliado para toda a população. Os interessados em se cadastrar no programa devem preencher uma ficha de inscrição no site oficial do BOS e aguardar um contato dos funcionários para que seja agendada uma avaliação médica. "A pessoa pode ter o diagnóstico de um médico particular, mas precisa passar por uma consulta para confirmar a necessidade do tratamento", explica.

Por meio desta ficha, o Hospital Oftalmológico verificará se a pessoa se encaixa ou não dentro do protocolo expedido pelo Ministério da Saúde. Após a consulta com o especialista, o paciente retira os medicamentos e já agenda uma nova visita três meses mais tarde, tempo que os remédios duram, iniciando-se no processo de tratamento. As avaliações são realizadas por cinco oftalmologistas, que se revezam para receber cerca de 150 pessoas por dia.

Os cadastrados devem estar dentro dos critérios de inclusão do programa de tratamento. São aceitos, com prioridade, pacientes com pressão intraocular (PIO) acima de 25 mmHg ou, então, pacientes com PIO entre 21 e 24 mmHG que apresentem dois ou mais fatores de risco, como idade acima de 60 anos, olho único, miopia, impossibilidade de examinar-se o fundo de olho, histórico familiar de glaucoma em familiares de primeiro grau, raça negra e hipertensão arterial sistêmica ou diabetes.

Além disto, vítimas com qualquer nível de PIO que apresente alargamento da escavação do disco óptico e/ou alteração no campo visual compatível com o glaucoma estão inclusas no programa. Os critérios de exclusão, por sua vez, envolvem portadores de glaucoma de ângulo estreito agudo e não concordância com os termos do Consentimento Informado.

Apesar de não se lembrar de casos da doença na família, a dona de casa Maria Augusta de Souza, de 76 anos, sofre de glaucoma nos dois olhos. O tratamento particular, realizado com três tipos de colírio, chegava a custar até R$ 300,00 por mês até que ela se cadastrou no programa do Sistema Único de Saúde (SUS). "Os remédios eram caros e não duravam nem um mês", explica. Dona Maria recebeu o diagnóstico da doença há quase seis anos e, desde então, já passou por cirurgias nos dois olhos, mas ainda depende dos medicamentos.

A Casa do Glaucoma funciona das 7h às 17h, em frente ao Hospital Oftalmológico de Sorocaba, na rua Nabeck Shiroma, Jardim Emília. O endereço eletrônico do BOS para cadastramento é www.bos.org.br/glaucoma .

Vida normal

Cerca de 2% da população mundial, segundo o médico oftalmologista Bruno Marinho Moraes, sofre de glaucoma em determinado momento da vida. Só no Brasil, são mais de 400 mil vítimas da doença, que é causada, principalmente, pela elevação da pressão intraocular (PIO) e provoca lesões no nervo óptico. Quando tratada corretamente, no entanto, a doença permite que o paciente conviva normalmente com ela. "É possível, sim, ter uma vida normal mesmo tendo glaucoma", admite o especialista.

O problema é que a enfermidade não apresenta sintomas e, por vezes, age silenciosamente no organismo. Quando dá sinais de existência, destaca Bruno, é porque já está em um nível mais avançado. "A pessoa começa a perder a visão lentamente até que deixe de enxergar por completo. E, ao contrário da catarata, os danos são irreversíveis se o paciente não seguir o tratamento corretamente", explica. Por essas e outras é que o diagnóstico precoce se torna de vital importância para que o tratamento se inicie o quanto antes e possa evitar que o glaucoma avance.

Em 90% dos casos, ressalta o médico, o controle da doença dá-se por meio do uso contínuo de colírios mas, em situações mais graves, são recomendados procedimentos cirúrgicos. "Alguns colírios chegam a custar R$ 150,00 e a maioria das pessoas não tem condições de seguir com o tratamento", conta. Além disto, lembra Kátia, na maior parte dos casos, os doentes precisam fazer uso de mais de um tipo de medicamento, aumentando consideravelmente os gastos. (Supervisão: Aldo Fogaça)


Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=466993


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