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Sorocaba, 24 de Novembro de 2020

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Dia lembra importância do doador de órgãos

Notícia publicada em 27/09/2013



Dia lembra importância do doador de órgãos

Há cinco anos, o metroviário aposentado Arlindo Quevedo Bonel, hoje com 58 anos, viu a sua vida ruir em apenas seis meses. Diagnosticado com um câncer maligno no fígado, ele foi desenganado por três médicos diferentes. No estágio terminal da doença, ele foi trazido de volta à vida quando sua única esperança se concretizou. Bonel recebeu a doação do fígado de um homem que havia morrido em função de complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). É para que exemplos como esse se multipliquem, que hoje se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos.

Hoje, Arlindo Bonel é um depoimento vivo do que a solidariedade de outras pessoas pode fazer. "Eu recebi de presente uma nova vida." Por coincidência, alguns meses depois do transplante, ele teve a oportunidade de conhecer a esposa do homem de quem recebeu o fígado, por intermédio de um amigo em comum. "Durante a conversa fomos ligando os pontos e hoje somos muito amigos. É uma relação que fica para sempre."

A mesma alegria ainda não chegou à casa da aposentada Doroti Bazzo de Arruda, 64 anos. Há dois anos e meio ela está na fila do transplante à espera da doação de um coração. "Cada vez que o telefone toca, a gente fica angustiado pensando que pode ser a notícia de um doador", conta. Um vez, essa expectativa foi verdadeira e a aposentada chegou a ser internada para fazer o transplante, mas o coração que foi doado não chegou a tempo de ser feito o procedimento. "Não podemos perder a fé nunca. Quando Deus achar que é o momento, vai acontecer", diz. Assim como dona Doroti Arruda, outros 12.650 pacientes aguardam transplantes de órgãos no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

Solidariedade que salva

Foi pensando na esperança que um transplante significa para a vida de tantas pessoas, que o empresário José Vitório Jerônimo, 55 anos, mesmo no momento de dor pela perda de sua esposa, decidiu por autorizar a doação de seus órgãos. Em janeiro deste ano, aos 46 anos, ela faleceu vítima de aneurisma. "Ela sempre foi uma pessoa muito alegre, cheia de vida e gostava de ajudar a todos. Tenho certeza que ela aprovaria esse gesto, tanto que algumas vezes em vida chegou a comentar sobre isso." A decisão foi apoiada pelos filhos do casal e todos os parentes. "O que nos conforta é que é outras vidas puderam ser salvas, pois soubemos que os transplantes realizados com órgãos dela foram bem-sucedidos".

Mas nem todos pensam da mesma forma que o empresário José Jerônimo. O coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) da Santa Casa de Sorocaba, Luiz Otsubo, afirma que pouco mais de 40% das famílias de pacientes vítimas de morte encefálica autorizam a doação de órgãos. De janeiro a agosto deste ano, a equipe da Cihdott da Santa Casa fez entrevistas com familiares de 306 possíveis doadores. Destes, 162 recusaram e 143 autorizaram. Ainda assim, a grande maioria autorizou apenas a doação de córneas. Apenas cinco autorizaram a doação de outros órgãos e ossos.

O coordenador afirma que a falta de esclarecimento e informação é o principal motivo que leva à recusa das famílias. Por isso, ele diz que a mudança desse conceito só é possível por meio da conscientização das pessoas. "Nós trabalhamos desde os funcionários, para que eles possam orientar as famílias, como o público em geral para que essa informação possa ser repassada." O médico afirma que o importante é que as pessoas discutam com seus familiares sobre esse assunto para que no momento de fatalidade essa decisão possa ser tomada com segurança e tranquilidade. "Somente a família pode autorizar a doação, por isso é importante que as pessoas manifestem esse desejo para seus familiares", orienta.

Segundo a Secretaria de Saúde, em 2013, foram 611 doações em todo o Estado de São Paulo. No mesmo período do ano passado foram 585. Não são divulgados números de doações por região.

Córneas sem fila

Ao contrário dos demais órgãos, o número de doações de córneas chega a superar o número de pacientes que precisam de transplante no Estado de São Paulo. O superintendente do Banco de Olhos de Sorocaba, Edil Vida de Souza, diz que, por mês, de 600 a 700 pacientes são cadastrados no Estado para o transplante de córnea, sendo que a média de doadores nesse mesmo período fica entre 400 a 500 pessoas, o que gera um total de 800 a 1.000 córneas por mês (2 por doador). "Hoje conseguimos ter fila zero em córneas e ainda abastecemos outros Estados com as córneas excedentes."

Além do Hospital Oftalmológico de Sorocaba, que é referência nacional em transplante de córneas, o Hospital Unimed Sorocaba também atua na área de transplante. O vice-presidente da instituição, Paulo Húngaro, disse que o hospital já realizou 78 transplantes de fígado, 19 cardíacos, 349 de córneas e 4 de rins e até o final do ano deve chegar a 76 transplantes de medula óssea. "Trabalhamos para ser referência nessa área", disse. 


Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/504791/dia-lembra-importancia-do-doador-de-orgaos


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