Guia Portal Sorocaba.com

Solicite seu orçamento para as empresas e profissionais cadastrados no Portal Sorocaba.com

Cadastre aqui sua empresa ou negócio!


Sorocaba, 25 de Novembro de 2020

NOTÍCIAS



De coroinha a regente, sorocabano chega da Alemanha para concerto

Notícia publicada em 16/01/2014



De coroinha a regente, sorocabano chega da Alemanha para concerto

Era uma vez um coroinha que, de cima do altar, ficava tão fascinado com os músicos que tocavam em sua igreja que resolveu se juntar a eles. O tempo passou, o menino cresceu: estudou violão, contrabaixo, tocou em diversos lugares do mundo, especializou-se em composição e virou regente de orquestra. E nesta quinta-feira (16), ele volta à cidade natal para apresentar um espetáculo de música erudita.

O "menino" se chama Gustavo Brinholi, e o espetáculo, chamado Diáspora Ensemble, traz ao Sesc Sorocaba, a partir das 20h, diversas composições contemporâneas de música de concerto, todas elas com um toque brasileiro. O projeto foi criado no ano passado e tem outros dois membros fixos, os pernambucanos Armando Lôbo e Alípio Neto, todos com experiência como músicos fora do país. Depois de tocar no Sesc Sorocaba, eles seguem para São Paulo, onde fazem show no Sesc Pompeia na sexta-feira.

Gustavo hoje tem 32 anos e vive em Munique, na Alemanha, uma das cidades com maior tradição em música erudita. Mas sua ligação com a arte vem mesmo dos momentos passados dentro da igreja São Paulo Apóstolo, no Trujillo, durante a infância e a adolescência nos anos 90. “Eu era coroinha, ou seja, ajudava o padre durante a missa. Mas eu via o pessoal tocando, do outro lado da igreja, e não tirava os olhos dali, ficava fascinado. E resolvi que um dia ia fazer parte daquilo”, relembra, em entrevista ao G1.

O primeiro instrumento a ser aprendido foi o violão. Depois, interessou-se pelos sons graves do baixo, que também chegou a tocar na igreja. Gostou tanto do instrumento que foi ter aulas no Conservatório Dr. Carlos de Campos, em Tatuí, um dos mais tradicionais do país. Aos 17 anos, formado baixista, viu que seu amor pela música era grande demais para ser só um hobby – e foi cursar faculdade de música na Unicamp, em Campinas.

“Eu queria tocar o tempo todo e as pessoas gostavam, mas foi aquele choque nos parentes, né? ‘Legal ser músico, mas por que você não estuda algo sério?’, diziam”, conta. O curso era de jazz e música popular – mas foi nesse período que Gustavo começou a se aproximar cada vez mais da música sinfônica. “Entrei na faculdade em 1999, mais ou menos na mesma época em que a Sala São Paulo foi reinaugurada, e toda semana saía de Campinas até lá só para ver concertos.”

A caminho

O interesse, no entanto, foi mantido em banho-maria por alguns anos. Depois de se formar, Brinholi fez carreira na música popular: lançou dois discos como compositor, fez shows por todo o país, participou de diversos grupos e tocou também em alguns dos musicais da Broadway traduzidos para o Brasil, em cartaz no Rio e em São Paulo.

O currículo lhe rendeu, em 2008, um convite para tocar na Alemanha numa turnê do cantor Edson Cordeiro, que fez fama no Brasil ao aproximar o canto lírico da música popular. “Eu estava cada vez mais interessado em música de concerto e vi que era a hora de arriscar. Eu estaria em Munique, que é praticamente o centro desse tipo de música, era uma oportunidade única.”

Sem saber uma palavra em alemão, embarcou. Instalou-se em Munique, fez os shows combinados, tocou na rua, assistiu a dezenas de ensaios de diversas orquestras sinfônicas e cursou uma pós-graduação em performance musical, e depois um mestrado em composição. “Eu ia a ensaios todo dia, pedia aos regentes para ficar assistindo, entrava escondido de vez em quando. Às vezes tocava até tarde na noite anterior e depois acordava cedinho no outro dia para não perder um ensaio.”

Maestro Gustavo

Durante o mestrado, ele conseguiu autorização para frequentar as aulas de regência, sob o comando de Guido Johannes Rumstadt, segundo regente da Ópera de Nuremberg. “Eu vinha regendo alguns grupos pequenos e achando ótimo. Então tive uma oportunidade de reger uma orquestra com uma peça minha, e aquilo para mim foi fantástico, eu pensei: ‘Preciso fazer isso’”
Depois de um curso na Itália com o brasileiro Isaac Karabitschevsk, considerado um dos maiores maestros do mundo na atualidade, hoje ele quer se dedicar apenas a essa arte. Tímido, não se vê mais num palco com o baixo na mão e à frente de um microfone. “Nunca fui um cara muito falante, e isso é algo que me ajudou na Alemanha, onde ser introspectivo é considerado normal, e não esquisito, como no Brasil. A regência exige pragmatismo, porque você não pode se exceder nos movimentos, ou a orquestra não vai te entender. E permite que eu possa expressar a arte à minha maneira, o que é fundamental para mim”, explica.

No Diáspora Ensemble, além de mostrar obras próprias e de outros compositores brasileios que vivem fora do país , Brinholi tem o interesse de exibir, acima de tudo, que ainda se faz música erudita – embora, para o público menos habituado, a impressão seja de que as orquestras tocam até hoje os mesmos Bach e Beethoven de séculos atrás. “Isso é uma impressão, sim, mas é falsa.

Ainda se compõe muita música sinfônica, e de excelente qualidade, e é esse tipo de coisa que me interessa mostrar.”


Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/01/de-coroinha-regente-sorocabano-chega-da-alemanha-para-concerto.html


Comente

Cadastre Sua Empresa Gratuitamente no Guia Comercial
Divulgue Seu Evento


Notícias


Eventos

Dia: 25/11/2020

Nenhum evento cadastrado neste dia.


Dia: 26/11/2020

Nenhum evento cadastrado neste dia.


Dia: 27/11/2020

Nenhum evento cadastrado neste dia.


Dia: 28/11/2020

Nenhum evento cadastrado neste dia.


Dia: 29/11/2020

Nenhum evento cadastrado neste dia.


Dia: 30/11/2020

Nenhum evento cadastrado neste dia.


Dia: 01/12/2020

Nenhum evento cadastrado neste dia.


Ouça ao vivo!

Ouça Ipanema FM Ouça 89 a Rádio Rock
Ouça Antena 1 Ouça Rádio Fox Rock