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Sorocaba, 24 de Novembro de 2020

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Cantos de Trabalho de várias regiões do país são destaque no Sesc Sorocaba

Notícia publicada em 10/10/2016



Cantos de Trabalho de várias regiões do país são destaque no Sesc Sorocaba

Projeto tem como objetivo a formação de público para música acústica e de câmara brasileira

O Sesc Sorocaba abre suas portas na próxima semana, entre os dias 11 e 14 de outubro, para que o público conheça os cantos de trabalho de várias regiões do país. Com apresentações de grupos acústicos e de câmara, o projeto Sonora Brasil aporta no Teatro da Unidade com o objetivo de despertar no público um olhar crítico sobre a produção e os mecanismos de difusão da música no país, incentivando novas práticas e hábitos de apreciação musical. As apresentações, de caráter essencialmente acústico, valorizam a autenticidade sonora das obras e de seus intérpretes. Todas as apresentações ocorrem no Teatro, com entrada grátis. Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência.

Quatro grupos mostrarão os cantos de trabalho das suas respectivas regiões e fazeres. A temática “cantos de trabalho” traz o canto como expressão musical relacionada às atividades laborais, fato social presente na cultura brasileira desde o século 18, nos ambientes rural e urbano. Na maioria das vezes uma prática coletiva, os cantos de trabalho podem cumprir funções diferenciadas, de acordo com as características do trabalho ao qual estão relacionados e com os determinantes culturais e sociais de cada região ou localidade. Essa expressão musical tem a função tanto de aliviar o desgaste físico e aumentar a produtividade, quanto servir como modo de externar o lamento e a crítica.

 Confira as atrações:

 Dia 11, terça-feira, às 16h
Quebradeiras de Coco Babaçu (MA)

O grupo é formado por oito mulheres que trabalham na quebra do coco babaçu desde a infância e hoje também exercem o importante papel de liderança na defesa e valorização do trabalho das quebradeiras, na preservação e na garantia de acesso às áreas de ocorrência da palmeira do babaçu.
Atuam politicamente por meio da Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema) e do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), que está sediado em São Luís e engloba seis regionais organizadas em três municípios maranhenses e outros três localizados no Piauí, em Tocantins e no Pará.

A prática do canto durante a quebra do coco e durante a caminhada para os babaçuais é uma experiência que trazem desde a infância, quando acompanhavam os mais velhos, geralmente mães e avós, na lida diária. Época em que a criança participava ativamente no trabalho da agricultura na zona rural em diversas regiões do país e que o acesso à escola era algo raro. Época em que o repertório era simplório e narrava fatos do cotidiano ou aludia ao universo infantil através de cantigas de roda, algumas facilmente reconhecidas por estarem presentes na maior parte do país.

Dia 12, quarta-feira, 18h
Ilumiara (MG)

O Ilumiara é formado por cinco músicos da cidade de Belo Horizonte que também atuam como pesquisadores, sendo o único dos quatro grupos que não está relacionado a uma prática da tradição. Além das músicas apresentadas, o grupo traz em seu espetáculo a contextualização histórico-social dos cantos de trabalho no Brasil.

Sua apresentação levará ao público um repertório de cantos de trabalho recolhidos da tradição, diretamente em suas fontes, ou a partir de registros de pesquisadores pioneiros como Mário de Andrade, Angélica Rezende e Ayres da Mata Machado. O grupo interpreta vissungos, cantigas de ninar, canto de lavadeiras, entre outros, em arranjos elaborados a partir de uma visão estética contemporânea.

Dia 13, quinta-feira, 20h

Cantadeiras do Sisal e Aboiadores de Valente (BA)

As cantadeiras do sisal são mulheres que trabalharam por muito tempo nas várias etapas de produção da fibra, desde o plantio até a fabricação dos produtos derivados, e que hoje são artesãs, ofício que aprenderam a partir de projetos desenvolvidos na região com o objetivo de criar alternativas de trabalho para as mulheres que desenvolviam atividades pesadas e mal remuneradas no ciclo de produção do sisal. Ailton Aboiador e Ailton Jr., pai e filho, são aboiadores reconhecidos na região.

O pai trabalhou por muitos anos na lida com o gado, transportando boiadas pelos campos do semiárido baiano. O aboio "pé duro" foi sua ferramenta de trabalho e as toadas foram sua companhia das horas de descanso no campo. O filho, desde criança acompanhava seu pai na lida com o gado e já na adolescência formava dupla cantando aboios e toadas.

O repertório das cantadeiras é formado por cantigas conhecidas desde a infância e outras de uma memória mais recente que tratam de questões cotidianas e fazem alusão a particularidades da produção sisaleira. 

Dia 14, sexta-feira, 20h

Destaladeiras de Fumo de Arapiraca e Mestre Nelson Rosa (AL)

Grupo formado por cinco mulheres da região de Sítio Fernandes, município de Arapiraca, na zona rural do agreste alagoano, e Nelson Rosa, mestre de coco de roda reconhecido como patrimônio vivo do estado de Alagoas.

O cultivo do fumo foi a principal atividade econômica por mais de cinco décadas em Arapiraca, as mulheres trabalhavam horas a fio sentadas no chão nos "salões de fumo", destalando e selecionando as folhas ao som de cantigas entoadas para espantar o sono durante as madrugadas. Os cantos das destaladeiras são entoados a várias vozes com uma voz solo no improviso dos versos, geralmente tirado pelas líderes do salão; ocorrem em forma de trovas rimadas e têm como característica serem arrastados e sem acompanhamento instrumental.

O grupo traz no repertório, além das canções tradicionalmente entoadas na rotina laboral da destalação, cantigas de barreiro e tapagens de casa, os rojões de eito entoados nas tarefas da roça e o pagode, música que embalava as festas em que a comunidade comemorava o chamado derradeiro dia de fumo, no encerramento da safra.  


Fonte: Saíra Comunicação e Cultura


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