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Sorocaba, 21 de Outubro de 2021

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Boi neon é exibido no Sesc com a presença do diretor

Notícia publicada em 12/07/2016



Boi neon é exibido no Sesc com a presença do diretor

Com presença do premiado diretor pernambucano Gabriel Mascaro, o filme Boi neon será exibido nesta terça-feira (12), às 19h, no teatro Sesc Sorocaba (rua Barão de Piratininga, 555). A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados na bilheteria da unidade com uma hora de antecedência.

Definido como "extraordinário" pelo New York Times e "uma joia rara" pelo site IndieWire, Boi neon narra a história de Iremar, um vaqueiro que sonha ser estilista de moda. O filme estreou no Brasil em janeiro, mas não passou por Sorocaba. Segundo Mascaro, até o final deste ano, a produção será exibida em mais de 50 festivais internacionais e entrará em circuito comercial em pelo menos 17 países, incluindo França, Holanda e Turquia.

Protagonizado por Juliano Cazarré, Maeve Jinkings, Alyne Santana e Carlos Pessoa, o filme narra a história de Iremar, um vaqueiro que leva a vida na estrada acompanhado dos amigos Zé, Galega e Cacá. O dia a dia de Iremar é viver em um caminhão que transporta bois e também é sua casa improvisada. Mesmo tendo um cotidiano intenso e visceral, a recente industrialização e o polo de confecção de roupas na região do semiárido nordestino vêm chamando a atenção de Iremar, que deitado em sua rede começa a divagar com sonhos de lantejoulas, tecidos e croquis esboçando novos desejos.

Para Mascaro, que também assina o roteiro do longa, a produção cinematográfica é uma tentativa de atualizar o imaginário político e simbólico das relações humanas no Brasil, especialmente sobre o Nordeste, que ainda é visto sob o estereótipo da seca e da pobreza mesmo após uma recente onda de prosperidade econômica. "Quando a gente fala do Nordeste, a gente tem uma tradição cultural de pensar que é um espaço que ficou no tempo, como nas músicas que o Luiz Gonzaga cantava. Mas eu tentei atualizar essa ideia, porque pessoas que vivem no sertão não têm saudade, não. Elas não querem sair dali. É uma região em transformação, mas quanto maiores são as possibilidades, maiores são as contradições", defende.

O diretor pernambucano acrescenta que, ao mesmo tempo em que discute questões transversais como identidade de gênero e consumo, o filme lança luz para a história de personagens verossímeis e empoderados, "que não são ingênuos e nem idealizados, mas tem consciência das contradições do mundo e não ficam só reclamando da vida, mas tentam modificar o cotidiano". Segundo ele, trata-se de um filme sobre a transformação da paisagem humana.

Primeiro filme de ficção de Mascaro, Boi neon aparece em segundo lugar na lista de 10 melhores filmes de 2016 da revista IndieWire e já conquistou prêmios em festivais nacionais e internacionais, como o prêmio especial do júri no Festival de Havana, prêmio de Melhor Direção no Festival Internacional de Cinema de Marrakech, em Marrocos e no Festival do Rio, com quadro prêmios vencidos. Antes de se aventurar na ficção, Mascaro já frequentava festivais internacionais com seus documentários que fazem crítica às desigualdades sociais do Brasil através de pontos de vistas inusitados -- como Um lugar ao sol (2009), que reúne depoimentos da elite, que vive nas coberturas, e Doméstica (2012), montado com imagens feitas por adolescentes, que filmaram o cotidiano de suas próprias empregadas domésticas. Aliás, o argumento ficcional de Boi Neon teve início há cinco anos, quando Mascaro descobriu a história real de um vaqueiro que cumpria jornada dupla no polo têxtil do semiárido nordestino. "Esses projetos de documentário me ajudaram no amadurecimento de como me aproximar da ficção. O grande desafio foi justamente a duração das cenas, para que ficassem mais próximas do real", comenta o diretor.

Com 33 anos de idade, Gabriel Mascaro faz parte do renomado time de cineastas pernambucanos, ao lado de diretores como Kleber Mendonça Filho (O som ao redor, Aquarius), Karim Aïnouz (Praia do futuro) e Camilo Cavalcante ( A história da eternidade). Para Mascaro, o fato de atualmente Recife despontar na vanguarda do cinema nacional é resultado de uma política de incentivo à cultura iniciada há mais de 10 anos, somada à "tradição de fazer filmes sinceros, honestos e sem preocupações comerciais".  


Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul


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