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Sorocaba, 28 de Maio de 2020

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Atendimento infantil cresce 55% com a chegada do frio

Notícia publicada em 28/05/2014



Atendimento infantil cresce 55% com a chegada do frio

O inverno está chegando e as temperaturas estão em queda. Como consequência aumentam os casos de doenças respiratórias típicas da estação mais fria do ano. Quem mais sofre com isso são as crianças e a mudança no clima provoca uma corrida a prontos-socorros. De acordo com a Prefeitura, na rede pública de emergência o atendimento infantil, em comparação com janeiro, teve aumento de 55% passando de 8.453 consultas no primeiro mês do ano para 13.061 consultas emergenciais realizadas em abril. A tendência é que o número aumente. Problemas respiratórios como gripe, resfriado, asma, bronquite e pneumonia são as doenças mais comuns dessa época do ano.

Depois de quatro dias com o filho Samuel, de três anos, tossindo e com chiado no peito, a dona de casa Camila Soares, 23, passou a tarde do dia 20 na Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Oeste. "Ele não está dormindo nada. Deita um pouco e já acorda. Dei xarope e fiz inalação com soro mas ele não melhorou", comenta. O outro filho da dona de casa, de seis anos, durante o inverno passado teve pneumonia. "Agora eu fico preocupada com ele, qualquer tosse corro para o médico. Agora, como o mais novo não melhorava resolvi trazê-lo também", comenta ela.

Como o tempo de espera na UPH foi grande o marido de Camila, o autônomo Moacir Jacinto dos Santos, 30, foi fazer companhia para o filho. "Perdi meu dia de trabalho para ficar aqui com ele. Eu fui trabalhar mas ela já está aqui há três horas e não acho justo que fique sozinha, vim ajudá-la", justifica. Na mesma tarde a dona de casa Eva Milena, 30, também levou a filha, Ana Laura, 3 à UPH da Zona Oeste. "Eu estava fazendo a inalação com soro mas ela teve febre e achei melhor trazê-la", disse. Acompanhada pela mãe, Maria do Rosário, 54, Eva reclamou da demora no atendimento mas afirmou que prefere esperar e voltar tranquila com a filha medicada para casa.

"As crianças têm o sistema respiratório mais delicado. São mais propensas à doenças respiratória e nos menores de um ano também aumenta a possibilidade de terem infecções respiratórias", comenta o professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC), pediatra e infectologista Carlos Alberto E. L. Lazar.

Manter uma alimentação saudável, evitando alimentos prontos e cuidar da hidratação são as formas mais eficientes para evitar que as crianças adoeçam nos meses de frio. Lazar destaca ainda a importância da vacina contra a gripe principalmente para as crianças de seis meses até seis anos de idade. Como têm o sistema imunológico mais fraco, as crianças com algum tipo de problema respiratório, como bronquite crônica ou quadros alérgicos, apresentam maior probabilidade de terem agravamento no quadro clínico.

Medicação só com orientação médica

Outra orientação do médico é que, em hipótese alguma, os pais mediquem os filhos sem orientação médica. Lazar alerta que os pequenos devem ser levados ao médico ou passar por atendimento emergencial já nos primeiros sinais de gripe ou resfriado. Coriza, tosse produtiva (com catarro) e febre são os principais sintomas a serem observados pelos pais. Na escola a aglomeração das crianças é um fator de transmissão das doenças de inverno e, como destaca o professor, é praticamente impossível evitar o contato com outras crianças.

Segundo ele, o ideal é que os pequenos fiquem em casa quando estiverem doente. "Infelizmente sabemos que muitos pais trabalham e não têm com quem deixar o filho, mas quando eles estão resfriados ou com gripe, o melhor é que fiquem em casa, com algum parente", comentou Lazar. Dessa forma, além de acelerar o processo de recuperação da criança, ela deixa de transmitir os vírus e bactérias para os colegas. "É importante que os adultos também se lembrem de lavar as mãos antes de mexerem com as crianças", afirma.

Aglomerações e resistência VIRAL

O próprio comportamento humano e a resistência de vírus a temperaturas baixas são os principais fatores para maior incidência de gripes e resfriados nos meses de inverno. "Com o frio as pessoas tendem a se aglomerar, ficarem em locais com menos circulação de ar e isso ajuda na proliferação rápida dos vírus e bactérias que causam as doenças pulmonares", pondera o professor de Clínica Médica na PUC Sorocaba e pneumologista, José Rosalvo Santos Maia.

Além disso os vírus causadores das doenças respiratórias são mais resistentes ao frio e sobrevivem com mais facilidade durante o inverno. Junto com gripes e resfriados, ele enumera a asma, rinite alérgica e a doença pulmonar obstrutiva crônica como as doenças mais comuns dos meses de frio. "A gripe é uma virose e existem muitas variações do vírus que causam vários tipos de gripe", comenta o médico.

Evitar locais fechados com muitas pessoas e redobrar a atenção com higiene pessoal são formas de reduzir o risco de contaminação por vírus e bactérias que podem causar as doenças respiratórias típicas de inverno. Lavar as mãos com frequência, evitar levar as mãos nos olhos, nariz e boca, além de usar lenços de papel, prioritariamente, são algumas das dicas passadas pelo pneumologista.

Assim como Lazar, Maia também indica a vacinação como a forma mais eficaz de evitar a manifestação da gripe. "É lamentável mas existe um conceito de que a vacina pode causar gripe e isso não é real. São vírus mortos e fragmentados que não podem causar a gripe", pondera o médico. Ele afirma que o comum é que as pessoas relatam reações negativas à vacina já estivessem com o vírus quando foram vacinadas e desenvolvem a doença alguns dias depois. "O tempo de incubação é de dois a três dias. A pessoa fica gripada por já estar com o vírus incubado e relaciona com a vacina", explica. Para os adultos tabagistas, Maia alerta que o cigarro impede que o organismo faça a correta higienização das vias respiratórias e, por isso, os fumantes são mais propensos às doenças respiratórias. 


Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/549144/atendimento-infantil-cresce-55-com-a-chegada-do-frio


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