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Sorocaba, 24 de Novembro de 2020

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13º vai injetar R$ 383 milhões em Sorocaba

Notícia publicada em 16/11/2012



13º vai injetar R$ 383 milhões em Sorocaba

Na cidade de Sorocaba o pagamento do 13º salário vai injetar R$ 383 milhões na economia local. Segundo estimativa da Subseção do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região serão aproximadamente 192 mil trabalhadores beneficiados com o abono natalino. O setor de serviços, com 76.920 empregados, soma o maior número de trabalhadores, correspondendo 40% do total.

Utilizando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estudo do Dieese mostra que os trabalhadores na indústria correspondem a 64.745 (33,7%), seguidos pelos 41.269 (21,5%) trabalhadores no comércio e 8.518 (4,3%) empregados na construção civil. Os trabalhadores em atividades ligadas à agropecuária, extrativismo, caça e pesca correspondem a 0,3% do total. No geral, houve um aumento de 4,03% no número de trabalhadores com 13º em comparação ao mesmo período de 2011.

Professor da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) e economista, Geraldo Almeida, afirma que o valor é de extrema importância para a economia local. "Dá um ânimo novo ao comércio e setor de serviços. É um recurso que dá fôlego à economia ainda mais nesse momento morno e de projeções modestas de crescimento", pondera.

O valor de R$ 383 milhões representa a soma da primeira parcela do 13º salário (50%), paga em qualquer momento do ano até a data-limite de 30 de novembro, com a segunda parcela (50%), que deverá ser paga até dia 20 de dezembro. Esses prazos são determinados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A lei permite ainda que as empresas paguem parte do abono no mês de junho ou quando o funcionário sai de férias.

Autor do estudo, o economista do Disse, Fernando Lima, explica que os valores não levam em conta os trabalhadores autônomos ou assalariados sem carteira assinada. Segundo ele, esses são dados mais difíceis de serem tabulados. Ainda segundo a metodologia aplicada, Lima destaca que o estudo foi feito considerando que todas as pessoas com carteira assinada tivessem direito a receber o 13º integralmente, ou seja, tivessem no mínimo um ano no mesmo emprego ou de aposentadoria. Dessa forma, os dados apresentados constituem uma projeção do montante que entra na economia ao longo do ano e não necessariamente nos dois últimos meses.

Valor por setor

Apesar de estar em segundo lugar com relação ao total de trabalhadores, a indústria é responsável pelo maior valor pago em 13º salário. Essa informação mostra que o setor, apesar de não ter o maior número de empregados, conta com salários mais altos. Como aponta o estudo do Dieese, a indústria pagará R$ 177 milhões com o abono. Valor que corresponde a 46,3% dos R$ 383 milhões totais.

Para os trabalhadores do setor de serviços e da administração pública serão pagos R$ 136 milhões, ou seja, 35,52% do total. O montante para os trabalhadores do comércio corresponde a 15%, ou seja, R$ 57 milhões. Os demais setores juntos somam R$ 11,8 milhões. Para se ter ideia do que representa este montante que será injetado na economia local pelos trabalhadores, R$ 383 milhões é suficiente para comprar 319.600 TVs de LED de 32 polegadas (R$ 1.200 a unidade) ou 12.784 carros 1.0 (R$ 30 mil a unidade).

Metodologia

A estimativa feita pelo Dieese leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No caso da Rais, o Dieese considerou todos os assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2011, acrescido do saldo do Caged de 2012 (até setembro). Com relação aos valores, para a estimativa do montante a ser pago aos trabalhadores com carteira assinada, o rendimento foi atualizado pelo INPC acumulado em doze meses terminados em setembro de 2012.

Salário extra deve ser usado com inteligência

Também conhecido como abono natalino o 13º salário corresponde a um salário a mais pago ao trabalhador entre os meses de novembro e dezembro. O benefício é direito de todos os trabalhadores com carteira assinada. Para o economista e professor da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), Geraldo Almeida, o dinheiro do abono deve ser utilizado com inteligência e planejamento. Pagar as dívidas e programar os gastos com os impostos do início do ano são as principais orientações dadas pelo professor.

As orientações de Almeida serão seguidas pelo eletricista Adilson Aparecido Ribeiro, 41, que usará seu abono para pagar dívidas no cartão de crédito. "A gente usa bastante o cartão para abastecer o carro e outros gastos do cotidiano", comenta ele. Com alguns gastos mais altos a serem pagos, o eletricista conta que já fez a dívida contando com o 13º salário para saldá-la. "Esse ano vai ser excepcional pois já usei esse dinheiro para fazer viagens de fim de ano", lembra.

Para outros trabalhadores o abono será usado nas compras natalinas. O pedreiro José Lopes, 57, gastará o dinheiro do 13º para comprar presentes para as filhas. A mais nova, Ana Beatriz até já escolheu o que quer ganhar. "Eu vou pedir uma bicicleta muito especial", adianta a pequena. A mais velha avisa o pai que ainda está pensando no que vai pedir como presente de Natal. "Tá vendo? Como posso pensar em guardar o dinheiro. É muita coisa para pouco dinheiro", brinca o pedreiro diante das afirmações das filhas.

Prioridade são dívidas

Usar o 13º salário para pagar dívidas, principalmente as vencidas, deve ser a prioridade do trabalhador que tem débitos ainda não pagos. Geraldo Almeida destaca que consumidores inadimplentes têm uma séria de restrições com relação a financiamentos, empréstimos e compras a prazo. "Na prática a pessoa vai poder se programar para fazer outras compras e novos gastos. Ano novo dívida nova", brinca. O professor explica que o ideal é quitar as prestações já vencidas e sair da lista de inadimplentes mantidas pelos serviços de proteção ao crédito.

Para quem não tem dívidas pendentes, Almeida orienta que o salário a mais seja poupado, ainda que parcialmente, para o pagamento dos já esperados gastos de início de ano. "Janeiro, fevereiro e março as pessoas têm uma séria de gastos como o IPTU, IPVA, matrícula escolar e material didático para os filhos", enumera o professor. Ele lembra ainda que é normal que nesses primeiros meses as pessoas ainda tenham as prestações dos gastos de final de ano como presentes de Natal, compras e viagens.

Poupar também é a alternativa apontada pelo professor para aqueles que não tem de pagar os pesados tributos cobrados no início do ano. "Mesmos os jovens, que não têm esses gastos pesados, devem guardar algum dinheiro. Essa é uma forma de garantir uma velhice mais confortável. O tempo é cruel e chega para todo mundo. Temos que começar a pensar nisso desde cedo", finaliza o professor. 


Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul


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