


Adicionada em 18/11/2009 - Visualizações 447
Os 52 municípios abrangidos pela regional da Delegacia da Receita Federal do Brasil (RFB) em Sorocaba, entre setembro e outubro, aumentaram em 11,4% a arrecadação de tributos federais. Para o delegado regional da Receita Federal, Ângelo Bosso, o resultado é reflexo da retomada na economia que acontece neste segundo semestre. De um mês para o outro a arrecadação na região passou de R$ 485,7 milhões em setembro para os R$ 541,2 milhões em outubro.
Na comparação feita com o mesmo período do ano passado, o resultado foi de queda, com retração de 11,7%. Em outubro de 2008, a regional arrecadou R$ 613 milhões. Já com relação aos valores acumulados (janeiro a outubro), o quadro também é negativo e o desempenho arrecadatório da região foi 2,5% menor. A regional, atualmente, soma R$ 5,1 bilhões, contra R$ 5,2 bilhões registrados durante o mesmo período do ano anterior.
Em outubro, a Contribuição Previdenciária foi o tributo que mais engordou os cofres públicos federais. A contribuição teve alta de 0,6% em comparação com setembro deste ano e o imposto passou de R$ 165,6 milhões para R$ 166,6 milhões. Em segundo lugar entre os tributos está a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Neste caso a alta foi de 3,6%, ou R$ 3,8 milhões. Em setembro a Cofins levou R$ 106,8 milhões ao Fisco, valor que subiu para R$ 110,6 em outubro.
Retomada do crescimento
Entre os destaques da comparação mês a mês, Bosso cita a situação da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). Esses tributos tiveram altas expressivas entre setembro e outubro.
Nesse período a CSLL teve alta de 73% e de R$ 27 milhões passou para R$ 47 milhões. No caso do IRPJ, o recolhimento do imposto saltou de R$ 50,4 milhões para R$ 73 milhões. A alta foi de 45%. ?Esses dois impostos são cobrados em cima do lucro da empresa. Então, os números nos mostram uma retomada na economia regional?, comenta Bosso.
As comparações na economia, para representar o cenário com fidelidade, são feitas tendo como base períodos idênticos de anos distintos. Agora, afirma Bosso, o ideal é que o confronto de informações seja feito levando em conta o desempenho da economia no mês a mês. ?A gente vê a retomada do segundo semestre que era prevista pelos especialistas refletindo na arrecadação tributária que acaba sendo mais um dos indicadores (da retomada)?, destaca ele.
IPI cresce R$ 5 millhões
Ainda tendo como base o desempenho mensal da arrecadação regional, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve alta de 11,8%. O tributo foi usado pelo governo federal para realização de renúncia fiscal visando o reaquecimento na compra de carros novos e eletrodomésticos da linha branca. Outubro foi o primeiro mês em que o imposto voltou a vigorar, ainda que de maneira parcial. De setembro para outubro o IPI teve crescimento de R$ 5,7 milhões, passando de R$ 48,4 milhões para R$ 54,2 milhões.
Com relação ao acumulado do ano, no entanto, o IPI amarga queda de 22,4%, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Bosso lembra que o resultado negativo era esperado apesar da alta mensal. A trajetória deste tributo mostra que nos primeiros dez meses do ano foram recolhidos R$ 555 milhões. Em 2008, durante este mesmo período, a arrecadação do IPI somou R$ 716 milhões. A diminuição foi de R$ 160 milhões.
Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=17&id=239285
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