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:: Sorocaba - Parcerias formam profissionais para o mercado

Adicionada em 23/03/2010 - Visualizações 1659

A definição dos cursos oferecidos por escolas, independente do grau da qualificação, é o fator mais importante na equação demanda de mercado e oferta de mão de obra. Para saber sobre as necessidades das empresas é comum que haja um constante diálogo entre as escolas e entidades qualificadoras e as empresas que atuam na cidade. Uma dessas pontes é feita por meio do Conselho Municipal de Emprego (CME) que é usado como fonte de informação tanto para os cursos custeados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) como para a definição da grade da Universidade do Trabalhador (Unit).

As instituições privadas também dialogam com o mercado. Na Universidade de Sorocaba (Uniso), o pró-reitor administrativo, Rogério Augusto Profeta, afirma que os novos cursos de graduação iniciados este ano foram definidos depois de pesquisas mercadológicas e conversas com sindicatos de classes. A maior atenção ficou para as áreas das engenharias. Na Academia de Ensino Superior, o diretor geral e coordenador do Programa de Parcerias, David Werfehgi, revela que 35% dos alunos de curso superior são matriculados por meio do programa que oferece descontos na mensalidade de funcionários das empresas conveniadas.

Conselho Municipal de Emprego

Um órgão tripartite que tem em sua composição a presença de diversos sindicatos. Este é o Conselho Municipal de Emprego (CME), o presidente da entidade, José Sarracini Júnior, afirma que por meio da ajuda das entidades sindicais é feito um diagnóstico sobre as necessidades do mercado. O secretário municipal das Relações de Trabalho, Luís Alberto Firmino, afirma que além de alimentar o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com dados sobre as necessidades do mercado, o CME também é uma fonte de informação para a Unit.

De acordo com Firmino a gestão anterior do CME ocupou-se em traçar o perfil do mercado de trabalho da cidade. "O foco principal da Unit é recolocar o trabalhador. Além do conselho, nós conversamos diretamente com as empresas para sabermos quais as demandas e as necessidades do mercado", afirmou o secretário. Hoje a Unit qualifica cerca de 5 mil trabalhadores por ano.

35% matrículas em parcerias

A proximidade com o mercado de trabalho para uma melhor definição e formação dos cursos foi o principal objetivo da elaboração do Programa de Parcerias na Academia de Ensino Superior. O diretor geral da faculdade e coordenador do programa, David Werfehgi, comenta que as parcerias são feitas desde 2007. "No início a gente ia atrás das empresas. Hoje temos dois professores que fazem a manutenção dessas parcerias. Hoje temos mais de 300 parcerias e temos muitas empresas que nos procuram", diz.

No ano da formação das primeiras parcerias, lembra Werfehgi, foram lançados 11 novos cursos pela instituição. "Nós fizemos isto para saber qual era o perfil do cliente que queríamos para estes cursos e entendemos que já estavam no mercado de trabalho e precisavam melhorar a qualificação", explicou. A constatação da faculdade foi de que o mercado tem muitas profissionais com um tempo de trabalho considerável, mas sem a formação acadêmica.

Além da bolsa de desconto para seu funcionário, as empresas conveniadas podem usar as dependências e a infraestrutura da faculdade para promover outros cursos de capacitação ou palestras, por exemplo. Esta proximidade com os empregadores permite que a faculdade fique atenta às modificações e novidades, o que acontece com rapidez quando o assunto é tecnologia. "Uma das premissas do relacionamento é ficar o tempo todo ligado na demanda do mercado. Isto encurta o caminho entre o mercado e o ambiente acadêmico", argumenta.

Esta troca de informações com as empresas traz resultados rápidos. Segundo o diretor, por conta da crise na economia mundial as empresas precisaram dar maior atenção ao empreendedorismo dentro do ambiente de trabalho. O diretor explica que isto aconteceu pois com quadro mais enxutos, as empresas precisaram trabalhar melhor as capacidades de seus colaboradores. "Já foi pedido no MEC (Ministério da Educação e Cultura) autorização para graduação para Gestão Bancária. Este curso não é exatamente sobre a gestão financeira, mas é exatamente voltada às instabilidades", adianta ele. O lançamento deste curso deve ser em 2011. O Programa de Parcerias da faculdade engloba, hoje, mais de 300 empresas dos variados setores, além de sindicatos e escolas públicas.

Ciesp e Aprh

Na Universidade de Sorocaba (Uniso) a tática usada pela reitoria para definir os 15 novos cursos lançados em 2010 é manter contato com representantes de setores produtivos do mercado e com entidades de classes. O pró-reitor administrativo da universidade, Rogério Augusto Profeta, afirma que muitas conversas com a regional do Centro das Indústrias de São Paulo (Ciesp) e com a Associação dos Profissionais de Recursos Humanos (APRH) foram feitas antes da decisão sobre os cursos que seriam lançados.

O pró-reitor administrativo da Uniso lembra da vinda da Case e da Toyota como argumento para a presença de sete cursos de engenharia. Além dessas duas entidades, o professor cita consultas feitas a sindicatos e outros representantes dos trabalhadores. A constatação atual foi de que há grande demanda de mão de obra para a área de tecnologia e de saúde. Depois disto, continua Profeta, foi dada maior ênfase para os cursos envolvendo engenharia e a saúde em nível tecnológico.

Além dos diálogos, Profeta cita também os convênios com empresas, fato que aproxima a universidade do mercado. A complexidade do mercado de trabalho e a necessidade de colaboradores com múltiplas funções e atribuições foi um dos apontamentos feito por meio das conversas e parcerias. "Não é raro um contador ou um engenheiro vir buscar uma qualificação humana pois precisa gerir uma equipe no seu serviço", exemplificou ele. Por conta desta constatação, Profeta afirma que algumas disciplinas são estrategicamente inserida ao currículo do universitário. Ele explica que 70% da grade de disciplina é determinada pelo MEC, o restante, a faculdade tem a liberdade de fazer a montagem. "São disciplinas complementares à parte técnica e que podem ser aproveitadas na vida prática", afirma.

Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=17&id=275950

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