


Adicionada em 08/03/2010 - Visualizações 897
Tu sabes, mulher, que chegará o dia em que não haverá mais despedidas. Não mais saudade, não mais ciúme, não mais incerteza. E tudo isso te preocupa. A vida é assim, caprichosa, alucinante.
Tu sabes, mulher, tu sabes de tudo. E o domínio que tens do mundo que te cerca é tão completo, tão abrangente, que é como se tivesses criado o universo inteiro.
Tu conheces, mulher, o poder que tens num mundo governado por homens. Que bom seria se essas relações se invertessem. Tua delicadeza, mulher, certamente abriria portas de esperança, criaria chances de paz, valorizaria o senso de justiça. Darias preferência ao plantio de flores, relegando ao último plano a fabricação de tanques e canhões. Influenciados por ti, os governos dariam preferência ao diálogo e deixariam as opções bélicas para o horizonte dos últimos recursos. E haveria mais diálogo entre os povos, já que frequentemente tens o hábito de falar pelos cotovelos - e eu adoro isso.
Tu imaginas, mulher, que se governasses o mundo, tudo seria muito diferente? Nos gabinetes, nos palanques, nos holofotes, em lugar de rostos feios, sombrios, compenetrados, haveria beleza, luzes, sorrisos. Haveria espaço para a dúvida - o que seria maravilhoso, um contraste com o falso sentido de firmeza e segurança ostentado pelos homens.
Tenhas certeza, mulher, que é graças à tua existência que a vida vale a pena. Tudo isso vai muito além dos aspectos físicos, biológicos. Tua presença esvoaçante é o que seduz e enche de graça as ruas, os parques, as praças.
Teu jeito de andar tem ritmo de passos de dança. Tua maneira de olhar é atrevida, provocante. E enquanto a força de tuas mãos é capaz de desequilibrar uma montanha de pedra, eleges a palavra "carinho" como símbolo do que tu és.
O que fazer mais para te homenagear neste mês dedicado à mulher? Não é por acaso que eu nasci num dia de março. Talvez eu tenha que te levar a uma exposição e te exibir ao mundo. Tu és a minha verdadeira obra de arte.
Nem me preocupo se achares tudo isso piegas. O amor, posto que é um turbilhão de sentimentos, jamais é regido por cálculos matemáticos. O amor é coração, encanto, idilio, poesia, e tudo o mais que há de bom: flor, champanhe, balada, piscina, praia, montanha, presente, cartão, teleférico, chocolate, jantar à luz de velas. Nem ao menos morrer eu posso, porque preciso viver para te amar.
E, sendo única, tu és todas as mulheres.
Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=130&id=268698
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