


Adicionada em 18/02/2010 - Visualizações 1058
Moradores dos jardins Henrique e Rodrigo enfrentam há três semanas problemas no abastecimento de água, situação associada ao consumo excessivo de água, devido ao aumento do calor. Para cozinhar e lavar roupas, a solução tem sido armazenar em baldes e tanques.
Nas casas em que não há caixa d?água é necessário que os moradores esperem até meia-noite para tomar banho, horário em que o abastecimento volta ao normal, para depois ser interrompido por volta das 8h. Ou seja, água na torneira só de madrugada. A expectativa do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba é que a situação se normalize assim que o calor diminua e, consequentemente, o consumo.
A rotina desse bairros mudou devido ao problema. Os moradores tem ficado acordado e aproveitam o horário de madrugada, inclusive, para fazer os serviços domésticos. É o caso de Geni Maria Bueno de Sousa, que reside em imóvel na rua José Ibrahim Saker. "Você sai para a rua de noite e vê que está todo mundo acordado, esperando para tomar banho pra poder dormir e trabalhar de manhã. Minha casa só está limpa porque fico até às 2h limpando, mas o problema é que preciso levantar às 6h todos os dias", reclamou a doméstica. Nesta quarta-feira, ela não foi ao trabalho devido à indisposição causada pela rotina, que se repete há mais de 20 dias.
Geni espera que o sofrimento seja compensado na conta do próximo mês, pois acredita que o consumo na casa tenha diminuído devido à falta de água durante o dia. No bairro, as contas referentes à medição de janeiro revelaram aumentos expressivos no uso de água, em alguns casos quase 100% a mais que aqueles registrados em dezembro. Mesmo consumindo mais, os moradores não se conformam com as tarifas cobradas pelo tratamento. Zélia Aparecida da Silva recebeu conta no no valor de R$ 183, referente a janeiro. Nos meses anteriores pagou entre R$ 80 e R$ 90. "Eles precisam tomar uma providência, nós pagamos caro pelo serviço", protestou a moradora do Jardim Rodrigo.
As crianças que não recorrem à bica próxima ao bairro, são obrigadas a irem para a escola sem banho, a exemplo dos filhos do pensionista Natálio Roberto de Queiroz. Na casa onde mora com a esposa e dois filhos também não há caixa d?água e o jeito é armazenar. Até na sala há um tanque plástico para essa finalidade. Para ele, a situação está pior em relação ao ano passado, quando os cortes no abastecimento não geraram tantos transtornos. "Piorou bastante. Nunca chegamos a ficar tanto tempo desse jeito".
Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=39&id=265881
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