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Sorocaba, 17 de Maio de 2022

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Qual a melhor idade para engravidar?

Matéria publicada em 26/12/2012



Qual a melhor idade para engravidar?

Sabia que tanto para homens como para mulheres, existe idade ideal para ser pai e mãe? Quem discorre sobre o tema em artigo inédito é o médico ginecologista, Rubens Paulo Gonçalves.

Precursor do ultrassom no Brasil e autor de sete livros que vão da saúde ao romance, o médico carrega em seu currículo experiente mais de 15 mil partos e 100 mil atendimentos. O ginecologista também é autor de outros três livros com temática médica: Gravidez para Grávidas, Desafio da Menopausa e Envelhecer Bem.

A idade para ser pai

Apesar de nunca ter sido colocada em discussão, até porque historicamente homens bíblicos como Abrão e Jó tiveram filhos perto dos 100 anos, a idade para ser pai vem sendo questionada ultimamente.

Um recente estudo da Universidade de Washington em Seattle descobriu que os espermatozoides de homens acima de 35 anos têm mais possibilidades de apresentarem danos genéticos. Ao contrário de outras células do corpo, os espermatozoides não têm a capacidade de regenerar-se. Descobriu-se também, que à medida que envelhecem, os homens perdem a habilidade de se desfazerem de espermatozoides com defeito, conhecida com o nome de apoptose.

É possível que espermatozoides com defeitos genéticos sejam causadores de abortos ou de nascimentos de crianças com pequenas anormalidades como, por exemplo, dentes desiguais ou ossos assimétricos. Os espermatozoides de homens mais velhos são, também, menos ativos tendo menor probabilidade de fertilizar os óvulos.

A idade para ser mãe

Alguns evangelhos apócrifos dizem que Maria deu à luz a Jesus com 15 anos. Naquela época, a idade média de vida de uma mulher não ultrapassava os 30 anos. Santa Isabel, mãe de João Batista, é chamada Isabel “a velha”, porque deu à luz aos 23 anos.

Sem dúvida as perspectivas de vida aumentaram muito. Hoje a idade média de vida de uma mulher, em países desenvolvidos, chega aos 83 anos. Por outro lado, os anticoncepcionais liberaram a sexualidade feminina. Antes deles, relação sexual queria dizer gravidez, (ou pelo menos muito perigo que acontecesse) e com ela todo o preconceito social que taxava a jovem de “leviana, devassa”, ou qualquer outro adjetivo pejorativo ligado ao tema.

A aceitação social de uma mulher que engravida fora do casamento, evoluiu em algumas décadas desde uma reprovação absoluta, até uma aceitação quase plena. A relação sexual passou a ser, também para a mulher, uma fonte de prazer sem preocupações posteriores.

Paralelamente a isso, a força de trabalho feminina foi sendo cada vez mais valorizada. A mulher entrou no mercado de trabalho e para consolidar sua posição profissional e vencer tem que se preparar intelectualmente muito mais tempo. Só fazer uma faculdade não basta, é preciso pós-graduação, talvez um mestrado ou doutorado.

Os anos passam, o instinto sexual está sendo atendido sem complicações, o casamento vai sendo adiado e a gravidez fica cada vez para mais tarde. A ilusão de que a qualquer hora se possa engravidar está sempre presente. Muitas mulheres pensam que se tiverem dificuldades podem fazer uma “fertilização in vitro”, e resolverem o problema sem dificuldades.

Não é bem assim, apesar de socialmente as coisas terem mudado, biologicamente não mudaram. O tempo biológico ideal para se ter o primeiro filho ainda continua o mesmo: dos 17 aos 23 anos. Nessa fase é menor a ocorrência de abortos, partos prematuros e malformações.

Dos 23 aos 35 anos, a ocorrência se mantém estável, mas depois dessa idade começam os problemas. Apesar de os avanços médicos minimizarem os riscos, sem dúvida eles estão aumentados. Após os 35 anos além de ter sua fertilidade diminuída, caso ocorra uma gravidez podem aparecer: hipertensão arterial (sobretudo quando ganham muito peso), diabetes e doenças cardiovasculares.

Os abortos, em sua maioria por problemas embrionários que impedem o desenvolvimento fetal, são mais comuns. O aumento da incidência de síndrome de Down ocorre da seguinte maneira:

· 1 em 10.000 nas grávidas com vinte anos
· 3 em 1.000 nas grávidas com 35 anos
· 1 em 100 nas grávidas com 40 anos
· 25% dos casos de síndrome de Down estão ligados não à mãe, mas à uma falha cromossômica transmitida pelos espermatozoides.

Essa malformação pode ser diagnosticada precocemente durante a gravidez, por um exame de rotina para as mulheres acima de trinta e cinco anos. Caso se constate a presença da patologia, o casal tem a possibilidade de resolver se vai ou não levar a gravidez adiante.

Os exames do Vilo corial reduzem a quase zero a possibilidade de o feto possuir alguma malformação não detectável. Medicamentos e supervisão médica podem muitas vezes interromper um trabalho de parto prematuro. A monitorização do trabalho de parto através do controle eletrônico das contrações uterinas e coração fetal, permite maior segurança para um nascimento sem sofrimentos ou traumas.

Costumo conversar com minhas pacientes comparando a gravidez a um voo de avião. Um avião raramente cai só por um erro do piloto ou por uma peça que quebra. Ele cai por uma somatória de erros.

Uma gravidez pode não dar certo, não só porque a mulher tem simplesmente mais do que 35 anos, mas por uma somatória de fatores que se ajuntam a esse fato. Atermos-nos à dieta, a exercícios e a uma preparação e assistência ao parto que façam desses demais fatores algo positivo na análise final dos riscos, é muito importante.

Com certeza, são poucas as que se arrependem de terem ficado grávidas nessa idade. A maturidade, a maior tolerância, a plena realização como profissionais, podem dar a essas mulheres um perfil muito bom de mãe justamente por serem mais velhas.

Parece que a solução está no planejamento adequado da relação e a concepção sempre ser pensada como algo de possibilidade finita em nossa vida.

Rubens Paulo Gonçalves, Médico pela PUC do Paraná,Ginecologista e Obstetra pela Febrasgo, com residência no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP, Dr. Rubens Paulo Gonçalves, mora em São Paulo e trabalha desde 1971 no Hospital Albert Einstein, na Pro Matre e no Hospital São Luiz, além de dirigir o Centro Ginecológico e Obstétrico Paulista. Também, é autor de três livros com temática médica: Gravidez para Grávidas, Desafio da Menopausa e Envelhecer Bem e escreve atualmente para seu site: www.rubenspaulogoncalves.com.br  


Fonte: Lilian Comunica


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