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Sorocaba, 17 de Maio de 2022

MATÉRIAS


Fiat Bravo x Citroen C4

Matéria publicada em 04/02/2013



Fiat Bravo x Citroen C4

Nessa oportunidade propomos um comparativo entre dois hatchbacks médios. De um lado temos o já conhecido Citroen C4 presente no mercado desde 2009. Do outro, um modelo que também já tem alguma história, o Fiat Bravo. Ambos os modelos, ao longo do tempo, passaram por algumas evoluções desde suas respectivas estreias. Mas o ponto principal desse comparativo é colocar frente a frente duas tecnologias bem diferentes, que tem como objetivo final, oferecer mais conforto ao motorista. Então, vamos analisar um câmbio robotizado versus um câmbio automático convencional. E para esse comparativo trazemos a versão de entrada do Bravo com o câmbio Dualogic Plus e a versão topo de linha do Citroen C4 Exclusive Sport com câmbio automático. Apesar de parecer estranho comparar uma versão de entrada com outra topo de linha, isso ficará mais claro ao longo do texto.

Quando o Bravo estreou no final de 2010, trouxe ao mercado algumas novidades. Entre elas podemos destacar o sistema NAV, o sensor de estacionamento dianteiro e o Logo Push para abertura do porta-malas. Em 2012, o Bravo recebeu uma importante evolução. Foi o primeiro modelo da Fiat a receber o câmbio Dualogic Plus. Outros itens foram incluídos como série na versão Essence: volante em couro com comando do rádio; apoia-braço central dos bancos dianteiros com vão refrigerado; guarnições abaixo dos vidros e maçanetas cromadas e parafuso antifurto nas rodas.

O Citroen C4 chegou ao mercado em 2009. Na oportunidade o modelo revolucionou o segmento com conceitos inéditos em automóveis dessa categoria. A começar pelo volante com centro fixo. Nele, várias funções de controle do carro são separadas em quatro regiões principais. Assim, os controles do som, do computador de bordo, do controle de cruzeiro, do viva-voz do celular e até a recirculação do ar-condicionado podem ser acessados direto do volante. Outra inovação foram os múltiplos painéis. O destaque ficava com um display translúcido que exibe informações de direção (velocidade do veículo, parâmetros do limitador e do regulador de velocidade, tanque de combustível, autonomia, etc) implantado no centro do painel. O contraste da exibição ajusta-se instantaneamente em função da luminosidade.

Tecnologia embarcada

Ambos os modelos comparados aqui trazem um alto nível tecnológico, mesmo quando comparados a outros concorrentes recém lançados no mercado. A principal diferença é que no Citroën, quase tudo é de série na versão Exclusive. Já no Bravo, os itens são opcionais de fábrica. E aqui vem o primeiro fato curioso. Mesmo Bravo sendo a versão de entrada, ele pode receber tantos opcionais, que deixam o carro extremamente equipado e sofisticado. Porém, tudo isso tem um preço.

Bravo

Vamos começar pelos destaques do Bravo. Esse foi o primeiro carro da Fiat a ser equipado com sensor de estacionamento dianteiro. E é um equipamento opcional que custa perto de R$ 1,2 mil. Outro opcional são os retrovisores externos rebatíveis. Ao apertar um botão na porta do motorista os retrovisores externos se rebatem (opcional de R$ 340). O Logo Push (de série) visa maior praticidade. Com ele é possível abrir também o porta-malas pelo lado externo, pressionando o logotipo Fiat localizado na parte central da tampa.

O Skydome (opcional de R$ 4,3 mil) é composto de dois painéis de vidro, sendo um fixo e outro móvel. O acionamento da lâmina móvel é elétrico, por meio de um botão no teto; ela pode deslizar até a posição de “spoiler”, até o fim do curso ou até o botão ser pressionado novamente. Cada painel tem ainda uma cortina, que pode ser toda aberta ou toda fechada manualmente. Esse tipo de teto solar é exclusivo do Fiat Bravo no seu segmento.

O sistema Blue&Me permite ao motorista atender telefonemas com um dispositivo Bluetooth, fazer chamadas no celular usando comandos de voz e escutar mensagens de texto (SMS). O motorista ativa o sistema pelos botões no volante. Ligando o MP3 player ou pen drive à entrada USB ou acionando o CD player do sistema, ele tem pleno controle das fontes de áudio. Aqui, atenção a um detalhe: O sistema não é compatível com o Bluetooth stéreo, ou seja, não é possível reproduzir músicas no rádio através da interface sem fio. Outro recurso do Blue&Me é o Nav. Através deste é possível ter um auxílio de navegação por GPS. Com uma interface muito simples (não existe uma tela gráfica), o motorista pode inserir um destino através dos botões do volante e seguir as instruções por setas que aparecem no display do painel. Existem instruções sonoras também. É importante destacar que o sistema é muito básico e fica muito abaixo até mesmo de um GPS portátil. Mas, ainda sim, ajuda em várias situações. O Blue&Me NAV é outro opcional, pelo preço de R$ 2,1 mil.

Outros dois opcionais são o ar condicionado digital e automático Dual Temp (R$ 2,3 mil) e o volante com alavancas de seleção do Dualogic (R$ 355). Completam a lista de opcionais do Bravo o som Hi-Fi com subwoofer (R$ 713); o Kit High Tech composto por espelho retrovisor interno eletrocrômico, sensor crepuscular, sensor de chuva por R$ 745; apoia-braço traseiro (R$ 299) e bancos revestidos parcialmente em couro nas cores preta ou marrom (R$ 2 mil).

Entre os poucos equipamentos que o motorista não paga a mais por isso, está a Direção com assistência elétrica Dual Drive. Com ela, o motorista pode rodar em modo “Normal” para situações sem necessidade de manobras – ou no modo “City”. Ao estacionar o carro ou manobrar em um engarrafamento, o motorista aperta o botão “City” no painel e imediatamente a direção se torna muito mais leve, reduzindo o esforço para girar o volante, o que representa 60% mais leve que uma direção hidráulica. Este modo só funciona abaixo de 46 km/h. Esse recurso é exclusivo do Bravo e foi uma herança do Stilo.

Outros equipamentos de série são: O Cornering que faz dos faróis de neblina a função adaptativa de cornering. Ao entrar em uma curva bem fechada ou ao fazer uma manobra, com as luzes baixas acesas, o farol de neblina do lado correspondente à curva será automaticamente acionado. O Hill Holder que ajuda o motorista a efetuar saídas sem trancos em aclives ou declives. Em subidas, funciona com o carro parado e o motor ligado, pedal de freio pressionado e 1ª marcha engatada. Em descidas, com a marcha-à-ré engatada. Na fase de arranque do veículo, o dispositivo conserva a pressão de frenagem sobre as rodas dianteiras durante cerca de dois segundos, ou até que o pedal do acelerador seja pressionado. E por fim, o sensor de pressão dos pneus que indica qualquer mudança na pressão por um sinal sonoro e também por intermédio de uma luz-espia dedicada.

C4

A principal vantagem do C4 Exclusive é que quase tudo aquilo que é opcional no Bravo, é um equipamento de série no carro da Citroen. O único opcional é o Pack Xenon que custa R$ 2,6 mil. Esse pacote contempla o detector de obstáculo dianteiro e os faróis de Xenon (não disponíveis no Bravo). Esse kit Xenon são na verdade faróis de dupla função. Tanto a luz alta, quanto a luz baixa, tem iluminação xênon. Além disso, os faróis tem ajuste automático de altura e são auto-adptativos em curvas. Ou seja, o facho acompanha o movimento do volante, conferindo uma iluminação ideal. Essa função é muito mais eficiente que o Cornering do Bravo.

Além disso, o C4 vem recheado de funções avançadas de série, como: acendimento automático dos faróis, regulador e limitador de velocidade, limpador com detector de chuva, retrovisor interno eletrocrômico. O C4 também traz CD player compatível com formato MP3. Está disponível uma conexão USB para pen-drive além de conexão completa Bluetooth (tanto para viva-voz, como para conexão estéreo).

Outros equipamentos presentes, sem ter que pagar a mais por isso são: banco do motorista com regulagem de altura e lombar e forração em couro, detector de obstáculo traseiro, seis air-bags (frontal, lateral e cortina), ar-condicionado digital de dupla zona e apoio de braço traseiro. O C4 não oferece a opção de teto-solar (somente na série especial Solaris), sistema de GPS ou kits de som mais elaborados.

Os demais equipamentos como vidros, travas e espelhos com controle elétrico; direção com ajuste de altura e profundidade; chaves tipo canivete com tele-comando; computador de bordo; freios com ABS; rodas de 16 polegadas; banco traseiro bipartido 1/3 e 2/3; entre outros itens comuns de conveniência, estão presentes nos dois carros. O que fica claro até aqui, são propostas bem diferentes. No Fiat Bravo, a partir de um carro com um mínimo de equipamentos, o cliente escolhe (e paga a mais) por aquilo que quer no carro. No C4, praticamente tudo já vem de fábrica.

Motores

O Bravo Essence vem equipado com motor 1.8 - 16V. Rodando somente com gasolina, sua potência é de 130 cavalos a 5.250 rpm; com etanol sobe para 132 cv na mesma rotação. E o torque máximo, de 18,4 kgfm com gasolina e 18,9 kgfm com etanol, é atingido a 4.500 rotações. Mas aos 2.500 rpm, o motor já produz 93% de seu torque.

O Citroen C4 Exclusive vem equipado com um motor 2,0 litros – 16v. Sua potência máxima é de 151 cavalos, quando abastecido com etanol (ou 143 cv com gasolina) à 6.000 rpm. E o torque máximo de 20,3 kgfm com gasolina e 21,6 kgfm com etanol, é atingido a 4.000 rotações. Logo aos 2.000 rpm, desenvolve um torque de 17,3 kgfm, o que representa quase 85% do torque máximo disponível.

Câmbios (ou transmissões)

Aqui chegamos a principal diferença entre os dois modelos. Enquanto o Bravo utiliza um câmbio manual robotizado de cinco marchas (sem pedal de embreagem), o C4 tem um câmbio automático convencional de quatro marchas. Em ambos os casos, soluções bem diferentes são usadas para melhorar o conforto de condução, principalmente no trânsito de grandes cidades. Mas o resultado final acaba sendo diferente.

Câmbio Dualogic Plus - Bravo

O câmbio Dualogic entrou na gama Fiat com o Stilo, em 2008. Esta nova tecnologia trouxe parte do conforto de um câmbio automático, sem perder a eficiência no consumo de combustível. Em Maio de 2012 o Fiat Bravo passou a oferecer o novo câmbio Dualogic Plus, que além de evoluir todo o conceito de trocas de marchas, tornando-as mais confortáveis, também incorporou as tecnologias: "Creeping" e "Auto-Up Shift Abort".

A nova função "Creeping" proporciona manobras mais confortáveis, já que o sistema se encarrega automaticamente, de mover lentamente o veículo, sem que se aperte o acelerador, como acontece em outros modelos automáticos convencionais. Assim que o motorista retirar o pé do freio, o sistema Creeping do Dualogic Plus vai movimentar o carro lentamente, deixando para o motorista o único trabalho de manobrar o volante e o freio.

Outra melhoria do sistema é a função Auto-Up Shift Abort. O sistema é capaz de identificar o exato momento de uma retomada de velocidade e abortar, se for o caso, a troca para uma marcha superior, mantendo a rotação do motor elevada para disponibilizar mais torque e potência.

Câmbio Automático Tiptronic – C4

O C4 está equipado com uma caixa automática seqüencial AL4, que adapta-se ao estilo de condução do motorista. Graças ao software auto-active, ela escolhe com a programação mais apropriada à situação do momento. O modo automático tem dois programas adicionais (esportivo ou piso de baixa aderência). Esta caixa, além do mecanismo automático, tem a possibilidade do modo “sequencial”, graças a um comando de marchas. Esse modo “seqüencial” oferece ao motorista a livre escolha da passagem entre as 4 marchas.

Dirigibilidade

Ainda que ambos os carros se proponham a mesma coisa, o resultado prático é bem diferente.

Pra começar, temos que entender que o Bravo com câmbio Dualogic não é um carro com câmbio automático. Um câmbio robotizado, por melhor que seja, fica longe do conforto de um câmbio automático convencional. Isso acontece pelo tipo de construção do conjunto. Ou seja, nesse câmbio a troca de marcha acontece exatamente da mesma forma que num câmbio manual convencional. Apenas é o carro que aciona a “embreagem” e faz a troca da marcha. No Dualogic, em modo automático, isso se traduz num pequeno tranco quando a troca esta sendo realizada. E por mais que a Fiat se esforce em melhorar e evoluir isso no sistema, nunca será possível anular esse tranco completamente. É bem verdade que desde o Stilo, o sistema melhorou muito e encontra-se em sua melhor forma no Bravo. Mas a limitação continuará a existir.

Ainda sim, o Dualogic tem algumas vantagens. Pra começar, ele entrega o mesmo nível de consumo de combustível que os carros com câmbio manual. Também entrega praticamente a mesma performance do carro com câmbio manual, seja na aceleração ou na velocidade final. Assim, o Bravo mesmo com um motor 1,8 litro é ágil. Sua aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 10,3 s (Gasolina) e 9,9 s (Etanol). E a velocidade máxima é de 191 Km/h na gasolina e 193 Km/h no etanol. Outra vantagem é o menor custo de manutenção desse tipo de câmbio e o custo inicial do equipamento. Um câmbio Dualogic custa cerca de R$ 2,5 mil a mais no preço final do carro. Com etanol, o consumo médio do Bravo é de 7,5 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada.

Já no C4, o câmbio automático de quatro marchas assegura total conforto na condução do carro. E essa acaba sendo a única vantagem. Atualmente, o “padrão” para um câmbio automático é oferecer cinco marchas. Alguns carros já trazem seis, e outros poucos sete e até oito marchas. Ou seja, o câmbio de quatro marchas deixa o carro mais lento (principalmente em retomadas de velocidade), aumenta o consumo em cerca de 20% quando comparado a um câmbio manual e tem manutenção mais cara, além do custo inicial de quase R$ 8 mil a mais em relação ao câmbio manual. Mesmo com um motor poderoso de 151 cavalos, a melhor aceleração de 0 à 100 km/h acontece em 11 segundos. E a final mais alta é de apenas 193 km/h. O consumo também não agrada. Com etanol, o C4 automático não faz mais que 6 km/l na cidade e 9 km/l na estrada. Em resumo, a única vantagem desse câmbio é o conforto.

Ainda no quesito dirigibilidade, mais diferenças. Enquanto o modelo da Fiat tem uma suspensão mais dura e é indicado para quem procura uma pegada mais esportiva, o Citroen é um carro com suspensão macia e muito confortável na condução. Isso se repete no desenho dos bancos. Os do Bravo são mais anatômicos e envolventes, enquanto do C4 são mais lisos e confortáveis.

Espaço Interno

O Bravo é bem mais espaçoso no porta-malas, com exatos 400 litros. Já o C4 oferece apenas 320 litros. Entretanto, nos bancos dianteiros o C4 é melhor opção. Além de mais espaço, a oferta de porta-objetos e maior. No Bravo, faltam porta-trecos e os espaços nas portas são pequenos. No banco traseiro, o espaço é similar entre os modelos.

Preços

O Bravo Essence Dualogic 1.8 16V parte de R$ 57 mil com pintura metálica. Porém, a lista de opcionais pode chegar a fantástica quantia de R$ 19 mil. O Citroen C4 Exclusive Sport com câmbio automático parte de R$ 65,8 mil. Os opcionais são pintura metálica R$ 1,2 mil e Pack Xenon R$ 2,6 mil chegando a R$ 69,6 mil. Enquanto o Bravo é um carro mais barato que pode ser “montado” ao gosto do cliente, apenas com aquilo que ele realmente vai usar em equipamentos, o Citroen C4 vem com um “pacote fechado”. Porém, fica um alerta: No Bravo, esses equipamentos colocados à parte na hora da compra, dificilmente são valorizados no momento da revenda do carro. As tabelas de carros usados são baseadas nas versões básicas de fábrica.

O Bravo é mais indicado para aquele cliente que prefere a esportividade e gosta de fazer a personalização do carro. Já o C4 é aquele carro para o cliente que busca em primeiro lugar conforto, além de um estilo sofisticado.

Ainda que o Bravo e C4 não sejam super novidades no mercado, ambos modelos trazem elevado nível tecnológico (cada um a sua maneira) e conseguem oferecer equipamentos exclusivos, sem equivalentes na concorrência.
 


Fonte: Jorge Augusto e fotos por Marcelo Alexandre


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