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Sorocaba, 18 de Novembro de 2017

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Criadores de conteúdo devem ficar atentos para não transmitir informações, sem respaldo profissional

Matéria publicada em 02/08/2016



Criadores de conteúdo devem ficar atentos para não transmitir informações, sem respaldo profissional

Dicas e orientações devem partir de profissionais devidamente credenciados pelos órgãos, assegurando a saúde do público leitor

Com as mídias sociais, cada vez mais, presentes na rotina das pessoas, é comum observar a multiplicação dos perfis de conteúdo em diversos seguimentos. Muitos destes novos meios de comunicação têm o objetivo de indicar serviços e produtos, dar dicas, mostrar o passo a passo, conscientizar e informar sobre diferentes assuntos. No entanto, o que as pessoas vêm percebendo - e questionando - é que muitos digital influencers acabam publicando conteúdo sem embasamento profissional ou crédito da fonte, podendo colocar em risco a saúde de milhares ou milhões de seguidores, com orientações equivocadas.

Para Analu Lourenço, vlogueira e criadora do canal Analu Lourenço no Youtube, a ideia de se basear em informações transmitidas por especialistas e conferir os devidos créditos, juntamente com o número do registro (CRN, CRM, CREF, etc) de cada profissional, surgiu naturalmente, assim que iniciou o projeto. “Minha formação não me capacita, por exemplo, a indicar uma determinada dieta para os meus seguidores. Entendo sobre o assunto, pois tive diversas consultas com inúmeros profissionais, mas de forma superficial. O especialista da área é sempre a melhor pessoa para esclarecer esse tipo de questão. Diante disto, enxerguei a importância fundamental de ter a ajuda de profissionais capacitados para produzir conteúdo com credibilidade”, ressalta.

Segundo a vlogueira, o feedback dos leitores sobre essa cautela é muito positivo. Ao informar qual profissional passou a informação e citar o seu registro, os seguidores sentem mais confiança com a dica; da mesma forma, os profissionais reconhecem e agradecem o respeito demonstrado a eles. “Isto sempre trouxe credibilidade na hora de fechar novas parcerias. Eu, simplesmente, não poderia abordar um assunto tão importante, como a saúde das pessoas, sem ter o respaldo de um profissional”, explica a mineira, de Belo Horizonte (MG), que atualmente reside em Sorocaba (SP).

Para Jodi Luiz Moraes Leite, 32 anos, bacharel em Educação Física, pós-graduado como personal trainer e em musculação, além de especializado em saúde e qualidade de vida, que mantém parceria com a vlogueira, é fundamental ter o suporte de uma equipe multidisciplinar para o desenvolvimento do projeto do vlog, com responsabilidade. “Já me deparei com a falta de créditos em outros perfis de blogueiras e vlogueiras, inúmeras vezes. Para mim, é uma tremenda falta de respeito, responsabilidade e profissionalismo”, destaca.

Segundo Dra. Franciele Santos, graduada em Medicina, pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (PR), em Endocrinologia e Metabologia, pela Ipemed e em Nutrologia, pela Abran, também parceira do canal Analu Lourenço, “a todo tempo, são veiculadas informações errôneas, com publicidade focada apenas no marketing e sinto pela população que se baseia nesses canais. Temos que mudar nossa concepção em relação à saúde e ao bem-estar, ter, no exercício, a terapia, no alimento, o remédio e, na longevidade saudável, uma escolha de vida”, enfatiza.

De acordo com o CREF (Conselho Regional de Educação Física) 4/SP, no Brasil, o exercício profissional das atividades de Educação Física é prerrogativa dos profissionais com esta formação, devidamente registrados no Sistema CONFEF/CREFs, como afirma a Lei Federal 9696/98, inclusive para a orientação e prescrição de atividades físicas e exercícios físicos nos diversos meios de comunicação, como: matérias de jornais, revistas, programas de televisão, vídeos, aplicativos, sites, blogs, vlogs, entre outros. No entanto, ainda não há legislação específica sobre prescrição de treinamentos de forma não presencial. “Alertamos que o profissional deve se respaldar na legislação vigente em nosso país, bem como nas resoluções expedidas pelo Sistema CONFEF/CREFs, devendo assegurar um serviço competente e atualizado, prestado com o máximo de seu conhecimento, como dispõe o Código de Ética Profissional da área”, afirma Renato Sadatoshi S. Koga, diretor interino do departamento de fiscalização do CREF4/SP.

É importante ressaltar que a prescrição de exercícios físicos não pode - e não deve - ser protagonizada por pessoas não habilitadas legalmente para intervenção profissional na área da Educação Física, ou qualquer área médica, sob pena de configurar exercício ilegal da profissão, pois é o profissional registrado que detém os conhecimentos necessários para proceder de forma ética e correta, quanto ao planejamento da aula, do treino, modalidade, frequência, carga, possibilidades e adequações para um praticante ou público específico. “É de suma importância a identificação desse profissional responsável, pois é ele quem irá prescrever o treino adequado aos objetivos dos praticantes, levando em consideração os limites e as potencialidades apresentados por cada um”, finaliza o diretor.


Fonte: Q Notícia


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