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Carlos Carvalho Cavalheiro - Monge do Ipanema
Monge do Ipanema – Misterioso eremita que em 1844 registrou-se na delegacia de polícia local dizendo ser italiano e habitar, naquele momento, as “mathas do termo desta cidade, muito principalmente na do Morro da Fábrica de Ferro de Ipanema” (Livro de apresentação dos Estrangeiros, pertencente ao acervo do Museu Histórico Sorocabano). Chamava-se Giovani Maria D’Agostini . Em torno dessa figura criaram-se histórias e lendas. Uma delas conta que ele teria sido expulso da Fazenda Ipanema e teria então rogado uma maldição sobre aquele lugar. Outra conta que uma criança caiu num enorme despenhadeiro do Morro. A mãe, desesperada, quis atirar-se também, sendo contida pelo monge que acalmou-lhe. Quando desceram para ver a menina, esta estava salva, brincando, sem nenhum arranhão, sequer.
Esse monge sumiu misteriosamente e teria deixado um rastro de sangue. Nunca encontraram seu corpo. Outros dizem que teria sido expulso da fazenda pelos protestantes que ali habitavam (o monge era católico) e então, antes de partir de trem teria sacudido o pó de suas sandálias para não carregar nada daquele local e teria amaldiçoado a fazenda: haveria sempre sete anos de prosperidade e sete anos de atraso, miséria e abandono. Contam, outrossim, que certa vez um senhor estaria levando ao monge, em agradecimento por alguma graça, duas galinhas. No caminho, uma delas escapou e o homem, com raiva, teria bradado: Vá para o diabo que te carregue! Logo depois, encontrando a galinha fugitiva recuperou-a e levou para o monge. Ao entregá-las, o monge teria aceito somente uma delas dizendo: 'Esta outra você já ofertou para o diabo'.

(Bibliografia: Cavalheiro, Carlos Carvalho – Folclore em Sorocaba – Sorocaba – 1999).


 
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