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Sorocaba, 20 de Julho de 2019

ARTIGOS


Resposta aos filhos

Por: Sidarta da Silva Martins



Vocês me perguntam sobre o caminho, mas que posso lhes dizer?
Eu só posso traçar o meu próprio caminho, cada ser humano só pode traçar seu próprio caminho, mesmo que se assemelhe a caminhos de outrem. E meu caminho é único, desde o início foi exclusivo. È assim, e sempre foi assim.
Mesmo que queiram escolher nosso caminho (e sempre querem!), a escolha final é nossa, só nossa!
Eu poderia lhes falar de tantas coisas, de Etiqueta, Comportamento, leituras mil, de Religião, de Cultura, Educação, do avançar e do retroceder; Poderia lhes falar dos tropeços e das inúmeras quedas, e do levantar e seguir em frente, poderia, enfim, lhes falar de tantas coisas... Mas sempre estaria falando de mim, sempre estaria falando do meu caminho, das imagens que coletei, das descobertas que fiz, das cores que minhas retinas obnubiladas, poluídas pelo tempo, captaram.
Jamais poderia lhes falar de suas escolhas, dos caminhos que irão trilhar por vontade própria.
Não! Mesmo que o quisesse, e este é o impulso, mesmo que o quisesse, a escolha seria, no final do dia, única e exclusiva de vocês, de cada um de vocês.
Não há responsáveis, e não há a quem responsabilizar por nossas escolhas.
Etiquetas, comportamentos, leituras, educação, religião. Mas, afinal, o que significam estes termos, senão a expressão clara de minha vontade sobre a vontade de meus semelhantes? Senão o desejo de que sejam cópias fiéis, acariciando meu ego vida adentro, gerações pós-gerações?
O que é "educar um rio", senão retirar-lhe as curvas, para que siga sempre em linha reta? O que é "ajustar seu leito", senão impedir que se espraie, deturpando assim sua natureza?
E mesmo assim ele avança! E mesmo assim ele insiste, persiste, avança e se espraia!
Para quê podamos uma árvore, senão na vã esperança de que se molde aos nossos padrões?
Mas seus galhos teimosos insistem, persistem, e invadem as ruas, entram pelos espaços abertos nos tantos e quantos muros, se acomodam entre os fios, e alçam aos céus, à busca da luz.
Os galhos vão à busca da luz, à sua maneira, não à nossa; Se esticam aos céus com seu jeito desengonçado de ser, naquele jeito maravilhoso de serem desengonçados, sem se importarem com nossas tesouras.
Não! Não posso lhes ensinar o caminho, não posso lhes sugerir um caminho. Posso, quando muito, e se tanto, lhes mostrar o caminho, lhes deixar sentir o pulsar de meu coração ao caminhar, respirar o perfume de minhas flores, visualizar as imagens que coletei.
- Mas serão sempre minhas imagens. Vocês irão captá-las à vossa maneira, com seus próprios olhos. Serão, portanto, vossas imagens do caminho.
Posso, isso sim, sentar-me ao vosso lado, na relva, e, em silêncio, olhar o céu, contar estrelas, testemunhar o raiar de um novo dia, de cada amanhecer.
Mas cada um de nós terá sua estrela, cada um de nós sentirá o perfume do campo à sua maneira.
Houve um tempo em que compreendia que podia aprisionar o rio, moldar a árvore, mostrar a alguém a mesma estrela. Sim, houve um tempo, mas este tempo ficou distante, distante. Percebi, depois de tantas enchentes, depois de tantas primaveras, depois de tantas fases da lua, depois de tantas noites tenebrosas, que não posso.
Quando muito posso caminhar com vocês como eternos companheiros, vivendo e convivendo no mesmo espaço, embaixo de um mesmo céu, nem sempre azul, mas um mesmo céu.
Eternos mutantes dividindo um mesmo espaço, eternos companheiros unidos pela mesma Mãe Natureza, unidos pelo mesmo sentido de liberdade presente nos rios, nas árvores, no vôo dos pássaros, e no pulsar de nossos corações.

O texto publicado neste artigo é de responsabilidade do autor, e pode nao expressar a opiniao total ou parcial do Portal Sorocaba On-Line S/C Ltda sobre o assunto. Boa leitura!

Sidarta da Silva Martins

Sidarta da Silva Martins, linguista, escritor, poeta, compositor e pesquisadorem comunicação, recentemente assumiu, em Itu/SP, a cadeira número 20 da ACADIL. Já ocupava a cadeira 71 da Academia Nacional do Portal do Poeta Brasileiro e a cadeira 92 da ALB/SP. É formado em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Desde 2003 é Professor Titular do Curso de Gestão da Universidade Paulista (UNIP), em Jundiaí. Além de pesquisas na área de Administração, atua  nas áreas de Lingüística, de Recursos Humanos - RH e do  Desenvolvimento Humano. Trabalhou e estudou nos Estados Unidos e na Europa. Há mais de vinte anos apresenta os resultados de seus trabalhos em palestras e seminários sobre Aprendizado de Línguas Estrangeiras, Treinamento e Desenvolvimento de RH e Liderança, em congressos realizados no Brasil e no exterior. É palestrante do Congresso Saber, o mais importante do país na área de Educação. Criou, em Londres-UK, a Metodologia dos Sons, para facilitação do aprendizado de línguas estrangeiras, com resultados expressivos.

No último mes de Junho recebeu o Título de Cidadania Ituana, em homenagem aos relevantes serviços prestados à Cidade que escolheu para morar, Itu.

Em suas palestras afirma que  "Ao Educador cabe a formação do cidadão global e do homem bondoso universal"

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