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Sorocaba, 22 de Novembro de 2019

ARTIGOS


Atenas 2004

Por: Neto Canineu



Depois de quatro anos os corações novamente começam a se aquecer. Os Jogos Olímpicos representam o apogeu do esporte mundial e para a alegria de milhões de pessoas espalhadas por cinco continentes eles estão de volta. Para a grande maioria dos atletas, vencedores ou meros participantes, a oportunidade de escrevem seus nomes na história das Olimpíadas, especialmente na edição em que os Jogos retornam a Atenas, o lugar onde tudo começou. Para nós brasileiros a esperança de contemplarmos diante da TV um outro Joaquim Cruz, Aurélio Miguel ou Marcelo Negrão no lugar mais alto do pódio, nossa bandeira hasteada e o mais belo dos hinos ressoando num ginásio, estádio ou complexo aquático.

A Delegação Brasileira nos Jogos Olímpicos ATENAS 2004 tem um total de 245 atletas, recorde de participação do Brasil na História dos Jogos Olímpicos. Serão 40 atletas a mais do que nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, na Austrália, e 20 a mais do em Atlanta 96, nos EUA, recorde brasileiro anterior. Serão 123 homens e 122 mulheres. Contando os oficiais (técnicos, auxiliares, preparadores, médicos e pessoal administrativo) a delegação terá um total de 403 integrantes. A delegação brasileira estará representando nosso país em 27 das 37 modalidades disputadas nos Jogos.

Evidentemente o esporte olímpico brasileiro esta entrando em uma nova fase. Muito disso se deve à dedicação, competência e profissionalismo do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que depois de transformar o vôlei brasileiro em potência mundial estando a frente da Confederação Brasileira de Voleibol por muitos anos, desde junho 1995 comanda um processo de reestruturação no COB. Porém o maior impulso no esforço para elevar o nível do esporte competitivo nacional veio em 2001 através da Lei Agnelo/Piva que estabelece que 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais do país sejam repassados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). Deste montante, 72,25% são destinados ao COB e às Confederações Brasileiras Olímpicas. Ao CPB são destinados 15% e 12,75% ficam para esporte escolar e universitário. A Lei está causando uma revolução no esporte olímpico brasileiro. Investimento no esporte de base, criação de equipes olímpicas permanentes e realização de treinamento continuado e específico no Brasil e no exterior são algumas das ações realizadas com base nos recursos da Lei Agnelo/Piva.

Dessa maneira certamente estaremos bem representados em todos as modalidades, pois, para aqueles que não sabem, existe todo um processo qualificatório que dão acesso aos Jogos, o que significa dizer que se um atleta ou uma equipe esta classificada para a disputa dos Jogos esse atleta ou equipe atingiu um índice olímpico pré-estabelecido ou passou por um torneio pré-olímpico. Dentre esses 245 atletas representando nosso país destacam-se alguns que certamente estarão em posição real de brigar por uma medalha. Entre eles estão o velejador Robert Scheidt que segue em busca de sua terceira medalha olímpica depois de um ouro em Atlanta e uma prata em Sidney, o tenista Gustavo Kuerten que apesar dos altos e baixos causados por uma crônica contusão no quadril parece estar em estado de ascenção, e logicamente as equipes masculina e feminina de vôlei que nas últimas semanas conquistaram respectivamente a Liga Mundial e o Grand Prix, torneios de maior expressão da modalidade no mundo, e assim chegam a Atenas como franco favoritos a medalhas. Porém podemos esperar gratas surpresas em outras modalidades onde sempre fomos competitivos como atletismo, natação e judô, além das equipes femininas de futebol e basquete. O prognóstico é de quebra de recordes em termos de medalhas e qualidade na performance dos atletas brasileiros.

Creio que um grande passo está sendo dado no caminho do fortalecimento do esporte brasileiro no cenário mundial. Se os recursos destinados ao esporte forem mantidos e gradativamente melhorados o sonho de transformarmos nosso país em potência mundial em esportes fica mais perto. Obviamente no dia em que isso acontecer estaremos em uma posição mais sólida e respeitável para pleitearmos a realização da tão sonhada Olimpíada em solo brasileiro. Dá-lhe Rio 20...

Até a próxima!!!

O texto publicado neste artigo é de responsabilidade do autor, e pode nao expressar a opiniao total ou parcial do Portal Sorocaba On-Line S/C Ltda sobre o assunto. Boa leitura!

Neto Canineu

é ex-jogador de futebol profissional com passagens por Corinthians, Fluminense e São Bento. Também é técnico de futebol universitário nos EUA, estando a frente dos programas de futebol da University of the Cumberlands, no estado do Kentucky. Formado em Administração de Empresas, Gerenciamento Esportivo e Educação Física nos EUA (Union College - Kentucky), Neto também faz parte do Programa de Desenvolvimento Olímpico norte-americano e ministra clínicas de futebol por todo o país. Atualmente cursando o MBA, Neto pretende se formar nos próximos dois anos.

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