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Sorocaba, 18 de Novembro de 2019

ARTIGOS


Uma primeira conversa

Por: Luiz Algarra



Quando alguém sugeriu a abertura do CÓDIGO dos atuais sistemas da prefeitura de Sorocaba, o Secretário de Governo reagiu dizendo que as informações são estratégicas e sigilosas, nenhum NOME PRÓPRIO pode, por exemplo, ser divulgado pela prefeitura. Ou seja, uma confusão sobre a divulgação dos DADOS, com a abertura do CÓDIGO! Apesar de momentos torre de babel como este, pelo menos pudemos sentar e conversar sobre o assunto por umas três horas.

O Secretário Biazotto teve a boa vontade de comparecer, ouvir, dialogar e se colocar aberto a novas interações com a comunidade acadêmica especializada em software livre. Muito mais do que foi possível durante a gestão de nosso ex-superprefeito Renato Amary onde nunca um secretário municipal se dignou a tratar publicamente do assunto.

Ao contrário da tropa de choque no canteiro de obras que foi o secretariado do governo anterior, Biazotto tem um perfil bem mais acadêmico, já com capacidade de ouvir e debater numa audiência pública um tema tão sensível como este.

E por falar em governo anterior, alguém se lembra daqueles R$ 300 mil reais conseguidos pelo Dep. Jefferson Campos para ações de inclusão digital em Sorocaba, que nunca foram gastos pela prefe

itura e ficaram mofando em algum cofre de Brasília?

Pelo menos desta vez o Poder Executivo deu um passo em direção à consulta popular. Foi ótimo ele ter comparecido, apesar do tom professoral assumido pelo Nanini, que insistia em explicar para uma platéia de especialistas: - O que é um terabyte.

Quando perguntei se o Nanini já havia realizado algum desenvolvimento colaborativo (claro que eu estava falando em software), trabalhando com várias pessoas diferentes em diversos lugares do mundo, ele me respondeu que: - Sim, fiz trabalho voluntário de alfabetização de adultos e crianças nas favelas do Rio de Janeiro e até hoje aos domingos participo de ações comunitárias com minha esposa. Ou seja, demonstrou com todas as letras desconhecer o modelo de trabalho compartilhado, distribuído e colaborativo praticado pela comunidade de software livre em todo o mundo a mais de dez anos!

Mesmo demonstrando não ter intimidade com o modelo de desenvolvimento colaborativo (tendência da próxima década), Nanini seguiu projetando que Sorocaba será: -A referência, o modelo em sistemas de gestão de informação municipal nos próximos 10 anos. Isso eu garanto.

Perguntei então diretamente ao Secretário Biazotto se ele já havia instalado, configurado ou utilizado software livre em algum computador particular. Ele disse que teve contato com algumas aplicações abertas tipo Office e utilizou aqui e ali algumas soluções abertas como usuário de grandes sistemas mas que, não, nunca teve a oportunidade de experimentar um Kurumin, por exemplo.

Me tragam uma solução em Software Livre robusta, confiável e funcional que eu utilizarei. Me mostrem! - bradou Secretário Biazotto garantindo que já havia percorrido os quatro cantos da terra em busca da solução ideal de código aberto para o sistema da cidade sem nada ter encontrado. Fizemos contatos e visitas nas principais prefeituras do Estado de São Paulo e em cidades como Pelotas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e não encontramos nada.

O Secretário explicou que mais de 500 horas técnicas de benchmark foram desembolsadas pela prefeitura na busca de soluções comprovadamente eficientes aplicadas atualmente em prefeituras no Brasil. Ao que parece, até agora nada foi encontrado.

Isso me lembrou a história do bêbado que procurava a chave de sua casa engatinhando ao redor de um poste público de madrugada. Quando alguém que passava por perto lhe perguntou se foi ali que ele perdera a chave, respondeu: Não, perdi lá longe! Mas aqui é que está iluminado e assim fica mais fácil de procurar.

Creio que seria muito importante que Biazotto apresenta-se exatamente quais casos foram pesquisados, em quais cidades, detalhando estes benchmarks para a comunidade de software livre pudesse contribuir com sugestões de casos, como por exemplo a da prefeitura de Itajaí, em Santa Catarina, que abriu, para a comunidade, sob uma licença GPL, a Suíte de Software para Administração Pública, denominada de i-PLB (Sistema Público Livre Brasileiro).

Esse pacote supre as necessidades diárias de uma prefeitura: por exemplo, controle de chamados, pautas de reuniões, agenda de atendimento, publicações exigidas pelo TCU, controle de distribuição de benefícios, balcão de empregos, controle de processos, controle unificado da rede escolar. A expectativa da CTIMA é aprimorar as soluções já desenvolvidas e criar novos sistemas. Estão disponíveis a documentação, a modelagem e os códigos-fontes dos sistemas, concebidos em FreeBSD, Apache, PostgreSQL, PHP, HTML, JavaScript, CSS.

- Para quê inventar a roda, se alguém já inventou? concluiu o Secretário Biazotto. Pois eu digo: porque a roda não tem milhões de dólares em estúpidas licenças de u$o, o software proprietário tem. E todo esse dinheiro pode ser investido em educação, saúde e segurança, ok?

O texto publicado neste artigo é de responsabilidade do autor, e pode nao expressar a opiniao total ou parcial do Portal Sorocaba On-Line S/C Ltda sobre o assunto. Boa leitura!

Luiz Algarra

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