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Sorocaba, 20 de Julho de 2019

ARTIGOS


Envelhecimento

Por: Laís Helena Galvão de Souza



Nos tempos atuais pessoas que envelhecem e chegam aos 80 anos em plena atividade sem passar pelo processo de decrepitude física e intelectual que tanto nos assusta não chega a ser um processo difícil. O envelhecimento saudável é possível, e o objetivo de muitos profissionais é buscar esses caminhos não só pelas condições físicas e mentais, mas também na inclusão social que permitirá ao idoso desempenhar determinadas funções.

Quando olhamos o envelhecimento como um desenvolvimento máximo até a morte, veremos que será caracterizado pela perda progressiva de adaptar-se e responder a uma sobrecarga do cotidiano como correr, subir escadas e carregar peso, ou por uma sobrecarga artificial como uma doença ou condição climática.

A atividade física permite que o idoso tenha essa adaptação funcional, pois o organismo se adapta a um patamar maior de exigência e de capacidade de resposta. Hoje, entendemos que o envelhecimento ativo conduz ao envelhecimento saudável.

Mas quando não há uma atividade física envolvida nos indivíduos da terceira idade e quando esses estão envolvidos a um trauma físico, o processo é bem mais demorado na reabilitação e na inclusão social.

O envelhecimento traz várias alterações anatômicas e fisiológicas, tornando os idosos frágeis e propensos a sofrerem quedas. As quedas trazem inúmeras conseqüências, podendo levar a óbito em casos mais graves.

Em idosos acima de 65 anos, as quedas chegam a matar mais do que a pneumonia e a diabetes. A sexta causa de morte dos idosos acima de 75 anos são as lesões acidentais.

No entanto, as quedas chegam a ser a principal causadora de morbidade, sendo as mulheres as maiores vítimas.

As fraturas de quadril por conseqüência da queda é a mais freqüente entre os idosos.

As principais causa das quedas podem ser por fatores externos e internos. O fator externo está relacionado ao meio ambiente, incluindo perigos ambientais, como o chão escorregadio e áreas pouco iluminadas. Os fatores internos estão relacionados com o próprio indivíduo, incluindo alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento, doenças e medicamentos que acarretam o risco de queda.

Acidente vascular encefálico, enfartos do miocárdio, parkinsonismo, confusão, neuropatias, demência, hipotensão, arritmia, diarréia, incontinência, artrite, fraqueza muscular, depressão, anti-hipertensivos, sedativos, psicotrópicos, dentre outros são alterações senis que predispõem a queda.

O declínio da acuidade visual também esta dentre os fatores causadores das quedas, por haver diminuição do tamanho e resposta das pupilas, alterando assim a entrada e saída de um ambiente mais ou menos iluminado. Há também um declínio na percepção da profundidade visual, alterando o subir e descer escadas.

A fraqueza muscular é fator incapacitante para que os idosos andem sobre os calcanhares e artelhos, levantar ou abaixarem-se em uma cadeira sem a ajuda dos membros superiores, tropeções freqüentes, etc. O tempo entre 4 a 6 semanas no leito já é fator suficiente para que haja uma debilidade muscular.

Para que se tenha uma resposta positiva é necessário que haja o treinamento para evitar as quedas, recuperar a segurança e a auto-estima do idoso. É importante que se saiba que o músculo continua obtendo hipertrofia muscular independente da idade, o que permite que o idoso possa ter melhora da postura, da dor, da confiança e do equilíbrio com o treino da atividade física.

A fisioterapia irá trabalhar diretamente na melhora da capacidade de ficar em pé sem apoio ou com o mínimo de apoio para que se obtenha novamente a habilidade em executar as atividades da vida diária, melhora do equilíbrio, andar firme sem a ajuda de terceiros na maior distância necessária, etc. Orientar quanto aos dispositivos de ajuda, como os andadores, muletas e bengalas também são trabalhos para o fisioterapeuta.

É importante a orientação no aumento do grau de segurança dentro da casa, como as mobílias, a cozinha (gabinete, registro de gás, pernas de cadeiras e mesas) banheiros (banheira com fundo escorregadio, assento sanitário, pisos escorregadios), drogas rotuladas inadequadamente, portas e fechaduras, iluminação da casa, etc.

A fisioterapia não só tem importante papel na prevenção das quedas através das orientações da atividade física evitando gastos com a internação hospitalar, como acelera na recuperação e evita complicações de lesões que acometem idosos que sofreram queda.

O texto publicado neste artigo é de responsabilidade do autor, e pode nao expressar a opiniao total ou parcial do Portal Sorocaba On-Line S/C Ltda sobre o assunto. Boa leitura!

Laís Helena Galvão de Souza

É fisioterapeuta formada pela Universidade Paulista (UNIP) de Sorocaba há 17 anos, especializada em deficiência física pela AACD, Saúde do Idoso pela Unifesp e Dirigente da Dança Sênior. 

Trabalha com atendimenos domiciliares e clinicas geriatricas.

 

 

E-mail para contato: laishelenas@yahoo.com.br

Telefone para contato: 15-991048732 (WhatsApp)

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