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Sorocaba, 21 de Setembro de 2019

ARTIGOS


Deficiência visual precisa de terapia para readaptação

Por: Laís Helena Galvão de Souza



A visão é o sentido que mais informação capta do meio ambiente, capaz de organizar outras informações sensoriais, e formar conceitos.

Quando há uma deficiência visual ocorrem limitações das experiências e das informações, interferindo assim no desenvolvimento neuropsicomotor. Assim, a detecção de doenças oculares e as intervenções possibilitam um melhor desenvolvimento visual daqueles que possuem uma deficiência visual.

Define-se por deficiência visual todo aquele indivíduo que possui baixa acuidade visual (visão subnormal, ou baixa visão) que gera uma alteração da capacidade funcional, decorrente de fatores como redução importante do campo visual e da sensibilidade aos contrastes e limitações de outras capacidades visuais, necessitando de auxílios ópticos como os óculos, lupas etc.

A pessoa com baixa visão distingue vultos, claridade ou objetos a pouca distância. A visão se apresenta embaçada, diminuída, restrita em seu campo visual ou prejudicada de algum modo. Hoje em dia oftalmologistas, terapeutas e educadores trabalham no sentido de aproveitar este resíduo visual nas atividades educacionais, na vida cotidiana e no lazer. Infelizmente, muitas pessoas das que têm algum grau de visão são consideradas cegas e tratadas como tal. Dessa forma, perdem os benefícios que o uso da visão residual poderia trazer ao seu processo de desenvolvimento e a sua qualidade de vida.

A cegueira (ou perda total da visão) pode ser adquirida ou congênita (existente desde o nascimento). O impacto da deficiência visual (congênita ou adquirida) sobre o desenvolvimento individual e psicológico varia muito, de pessoa para pessoa. Depende da idade em que ocorre, do grau da deficiência, da dinâmica geral da família, das intervenções que foram tentadas, da personalidade da pessoa, enfim, de muitos fatores.

Quando a pessoa perde a visão guarda memórias visuais (cores, rostos, paisagens, objetos), o que é útil para sua readaptação. Além da perda do sentido da visão, a cegueira adquirida traz perdas das habilidades básicas (mobilidade, execução das atividades diárias), da atividade profissional, da comunicação e a perda da personalidade como um todo. É uma experiência traumática que deve ser acompanhada por terapeutas.

Na infância a perda da visão pode trazer prejuízos ao desenvolvimento neuropsicomotor, repercutindo na educação, sociabilização e na emoção, podendo continuar ao longo da vida se não houver um tratamento adequado o mais cedo possível. Ao tratar de uma criança com deficiência visual, a primeira atitude consiste em acreditar na potencialidade dessa criança, considerando-a capaz de estudar, de ser independente, de trabalhar, praticar esportes etc.

A aprendizagem das técnicas de leitura e escrita depende do desenvolvimento simbólico e conceitual do aluno, de sua maturidade mental, psicomotora e emocional. Esse processo não acontece de forma espontânea: é resultado da orientação e dos estímulos oferecidos pelo professor, que escolhe um método e um processo de alfabetização.

Logo de início, o aluno com deficiência visual apresenta uma desvantagem básica: a perda (ou a redução) da visão, precisando de mais tempo para assimilar alguns conceitos, especialmente os abstratos, recebendo estimulação contínua, obtendo ajuda nas dificuldades de interação, apreensão, exploração e domínio do meio físico e estimulando a consciência corporal que é adquirida mais lentamente.

É preciso saber que a criança cega demora mais para conceber a idéia da leitura e da escrita. A criança que enxerga se habitua a ver letras, rótulos, palavras, a manusear livros e material impresso desde cedo. Já a criança deficiente visual não tem esta mesma oportunidade, ela geralmente só entra em contato com o mundo das letras no período escolar, o que retarda seu processo de alfabetização.

Tanto a criança deficiente visual quanto o adulto que adquiriu essa deficiência, o trabalho na fisioterapia será focado no mesmo objetivo, trabalhando:

- A propriocepção (sensação de si mesmo) para adquirir ou readquirir o equilíbrio, identificar formas geométricas, e melhorar a postura; - A exterocepção (sensação externa) para a descrição de um ambiente pela sensibilidade tátil, térmica, estabelecimento da forma de um objeto, sensações auditivas e olfativas. - A imagem e o esquema corporal, referindo ao modelo postural de seu corpo, como as partes corporais e a relação de seu corpo com o meio ambiente. - A vivência corporal.

É necessário que o deficiente visual possua o aprendizado e tenha o estímulo para a sua independência nas atividades da vida diária. Especialistas estimam que os casos de deficiência visual poderiam ser reduzidos em até 30%, se fossem adotadas medidas preventivas eficientes nas áreas de educação e saúde e se houvesse mais informação disponível para a população.

A limitação na orientação e na mobilidade pode ser considerada o efeito mais grave da cegueira, na opinião de alguns autores. Para muitos portadores de deficiência, a maior dificuldade, infelizmente, está na falta de oportunidades. È importante conhecer as causas mais freqüentes de cegueira ou baixa visão:

- Retinopatia da prematuridade - causada pela imaturidade da retina, em decorrência de parto prematuro ou de excesso de oxigênio na incubadora; Catarata congênita - em conseqüência de rubéola ou de outras infecções durante a gestação; Glaucoma congênito - pode ser hereditário ou causado por infecções; Diabetes Mellitus; Descolamento da Retina; Traumatismos Oculares.

O texto publicado neste artigo é de responsabilidade do autor, e pode nao expressar a opiniao total ou parcial do Portal Sorocaba On-Line S/C Ltda sobre o assunto. Boa leitura!

Laís Helena Galvão de Souza

É fisioterapeuta formada pela Universidade Paulista (UNIP) de Sorocaba há 17 anos, especializada em deficiência física pela AACD, Saúde do Idoso pela Unifesp e Dirigente da Dança Sênior. 

Trabalha com atendimenos domiciliares e clinicas geriatricas.

 

 

E-mail para contato: laishelenas@yahoo.com.br

Telefone para contato: 15-991048732 (WhatsApp)

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