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O que é Fisioterapia?

Por Laís Helena Galvão de Souza

Adicionada em 16/06/2008 - Visualizações 1019

Laís Helena Galvão de Souza

Laís Helena Galvão de Souza é fisioterapeuta formada pela Universidade Paulista (UNIP) de Sorocaba há cinco anos e especializada em deficiência física pela AACD.

Fisioterapia é uma ciência aplicada , cujo objeto principal de estudo é o movimento humano usa de recursos próprios , com os quais (considerando as capacidades iniciais do indivíduo, tanto as físicas, as psíquicas, como as sociais) busca promover, aperfeiçoar ou adaptar essas capacidades, estabelecendo assim um processo terapêutico que envolve terapeuta, paciente e recursos físicos e/ou naturais, racionalmente empregados.

Desde 4.000 a.C. e 395 d.C. já utilizava-se de recursos físicos, massagens e exercícios para eliminar doenças. No renascimento, nos séculos XV e XVI, surgiu uma fisioterapia não apenas curativa mas também para a manutenção do estado normal do indivíduo. A industrialização , séculos XVIII e XIX, com as jornadas de trabalho estafantes, condições sanitárias precárias, o desenvolvimento das cidades e condições alimentares insatisfatórias, provocaram a proliferação de novas doenças no que se iniciam as especialidades médicas e a fisioterapia caminhou na mesma direção.

Com a industrialização, guerra e epidemias, inúmeros centros de Reabilitação foram criados com a finalidade de atender aos sequelados desses acontecimentos.

Além de ser uma ciência aplicada que se utiliza de métodos e técnicas apropriadas a fim de restaurar, desenvolver ou manter a capacidade funcional do indivíduo, a Fisioterapia tem como meta fundamental restabelecer a dignidade ocupacional dos indivíduos, promover a auto-estima, melhorar a qualidade de vida, restabelecer a dignidade para que façam parte integrante de uma sociedade que impulsiona à produção de indivíduos participativos. Hoje em dia quando falamos em fisioterapia fica resumido a recuperação de atletas ou a exercícios para aliviar dores na coluna. Mas a fisioterapia é muito mais que isso, hoje é de fundamental importância para tratarmos problemas ortopédicos, tratamento de pacientes graves internados nos hospitais, para os que apresentam movimentos comprometidos, distúrbios respiratórios agudos e crônicos, para os idosos com o objetivo de garantir qualidade de vida, para a saúde da mulher, na área da oncologia e entre outras.

O papel da fisioterapia no campo ortopédico é estudar como determinado movimento é responsável pelo aparecimento de um problema. Se a dor for no ombro, por exemplo, o fisioterapeuta irá analisar qual músculo estará comprometido e que fator os comprometeu. Muitas vezes as causas podem ser por alterações no posicionamento da coluna cervical o que exigirá um tratamento local para desinflamação e analgesia (alívio da dor).

Simultaneamente procura-se melhorar a postura e corrigir os eventos que possam ter desencadeado os sintomas. Há também exercícios propostos para o fortalecimento da musculatura e de alongamento e o uso de aparelhos que ajudam na regeneração do tecido lesado.

Vale lembrar que na ortopedia não se trata de um paciente sedentário e um atleta da mesma forma. Um exemplo é uma lesão no ombro de um sedentário que exigirá de cuidados diferentes da de um atleta, especialmente se ele usar a articulação comprometida no seu dia-a-dia.

Cada vez mais estão existindo pontos especificos que estão sendo estudados que exigem que o profissional se especialize para que haja um melhor tratamento do paciente.

O sistema respiratório é, do ponto de vista mecânico e fisiológico, considerado de alta complexidade. A base sólida da atuação do fisioterapeuta respiratório é, portanto, o profundo conhecimento da fisiologia respiratória. Todo processo repiratório envolve variações pressóricas que ocorrem em diversos setores do sistema de forma harmoniosa e sincrônica. O sistema respiratório pode ser comparado a uma bomba, uma bomba vital que trabalha 24 horas por dia, fazendo com que o gás entre dos pulmões e saia sem que tenhamos consciência desse movimento. Em condições normais, o principal efetor dessa bomba são os músculos respiratórios. Nessa afirmação é que encontramos o grande respaldo científico para a atuação do fisioterapeuta respiratório na atualidade.

Já a fisioterapia na reabilitação de portadores de necessidades especiais, tem importante papel no desenvolvimento das habilidades funcionais, gerando independência e bem-estar. Para tanto, é necessário que o indivíduo seja compreendido como uma somatória dos aspectos motores, emocionais e cognitivos, planejando um tratamento que estimule seu potencial. A atuação do fisioterapeuta nessa área não deve ser isolada, mas permeada por outros profissionais (Terapeutas Ocupacionais, Fonoaudiólogos, Psicólogos, Pedagogos, etc..) suprindo as lacunas que a graduação deixa, pois se tratando do corpo, alma, mente, esses profissionais lidam com confiança, aceitação, potenciais, expectativas, vida e morte, sendo assim, não preparados para agregar todos esses sentimentos e elaborar a melhor estratégia para a reintegração dos pacientes na sociedade. Um profissional da área tem como o principal objetivo dentro do programa interdisciplinar é ajudar o paciente a adaptar-se às suas deficiências, favorecer sua recuperação funcional, motora e neuropsicológica, e promover sua integração familiar, social e profissional.

Atualmente um dos problemas da medicina é a baixa remuneração que os serviços de saúde pagam pelos serviços prestados aos conveniados. Por causa disso, os profissionais são obrigados a atender número maior de pacientes, encurtando o tempo da consulta, o que pode interferir na avaliação adequada de cada caso. Teoricamente o fisioterapeuta deverá avaliar adequedamente seus pacientes, para assim determinar o tipo de tratamento para atingir bons resultados. Levantar o histórico de todo o processo doloroso e limitante, datas, quais fatores melhoram e agravam o problema e quais exames de imagem (RX, Ultra-som, Ressonância Magnética, etc) já fez são de grande importância.

Todo o processo da avaliação e do tratamento imposto deverá ser realizado apenas pelo profissional habilitado e seguida de novas reavaliações, para que assim obtenha resultados satisfatórios. É válido lembrar que quando houver a necessidade do tratamento fisioterápico, o paciente procure exigir por direito a apresentação da carteira de habilitação do Crefito (Conselho Regional Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional) e a especialidade desse profissional, pois assim obterá resultados positivos no tratamento.


O texto publicado nesta coluna é de responsabilidade do autor, e pode nao expressar a opiniao total ou parcial da Sorocaba On-Line S/C Ltda sobre o assunto. Boa leitura!


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