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Os altos e baixos do Comércio Eletrônico

Por Denilse de Almeida Oliveira Veloso

Adicionada em 04/06/2008 - Visualizações 919

Denilse de Almeida Oliveira Veloso

Denilse de Almeida Oliveira Veloso é mestre em gerenciamento de sistemas de informação, consultora de sistemas e banco de dados e professora Imapes (Sorocaba) e AEI (Itapetininga).

Passada a época das festas, presentes e compras, há que se fazer um balanço. Um dos itens que tem me chamado à atenção dentro desse contexto é o comércio eletrônico.

O comércio eletrônico (ou e-commerce) no Brasil tem apresentado perspectivas animadoras, mostrando um perfil maduro e profissional, visto que a prática de realizar transações comerciais pela internet tem sido cada vez mais utilizada.

Segundo a LocaWeb (empresa especializada em hospedagem de sites e que conta com 2,3 mil lojas alocadas em seus servidores), em informação de Dezembro/2006, o comércio eletrônico no Brasil registrou um crescimento de 400% no volume de produtos transacionados nos últimos doze meses. A e-Bit (empresa de pesquisa e marketing on-line) informou que a expectativa de faturamento no final de 2006 era de R$ 755 milhões no final de 2006, ou seja, um crescimento acima de 60% em relação às vendas no mesmo período de 2005.

Entre os fatores que contribuíram para o aquecimento desse setor, destacam-se:



Aumento do número de consumidores aderindo às facilidades das compras virtuais

Maior freqüência de compra dos consumidores

Entrada de novas empresas que passam a utilizar a Web para a comercialização de seus produtos e serviços

Deflação do setor (14% em 2006, segundo a e-Bit)

Queda de preços no segmento de equipamentos de informática, por causa da isenção de PIS e Cofins nos computadores populares.



As empresas inovadoras sempre são elogiadas pelo uso inteligente da TI, porque alteram a dinâmica dos seus negócios. No caso específico do comércio eletrônico, mesmo os clientes que apreciam a conveniência e a economia dos canais de venda de fonte única, não gostam de se limitar a um único fornecedor, eles preferem ser capazes de comparar uma quantidade de produtos concorrentes para se assegurarem que estão adquirindo produtos com as características desejadas e também ao menor preço.

Exemplos de que o comércio eletrônico no Brasil tem mostrado maturidade e características próprias do país: um levantamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (Nic.br), do Comitê Gestor da Internet no Brasil, mostrou que mais de 59% das organizações pesquisadas mantêm websites, 58,88% têm links para venda de produtos e 62% efetivamente fizeram vendas on-line no ano passado e a fusão de duas das maiores empresas de comércio eletrônico: Americanas.com e o Submarino.

Segundo a e-Bit, longe de se acomodar, o mercado de e-commerce no Brasil se solidificará em 2007, trazendo novas oportunidades e movimentando a economia.

Sendo assim, todos os participantes do mercado deveriam considerar como o comércio eletrônico os afeta, é hora de virar mais uma página na história do comércio eletrônico.

O ranking dos produtos mais vendidos, como títulos de CDs e DVDs estão perdendo a liderança, abrindo espaço para que produtos como DVDs players, televisores, computadores, MP3 players, Pen Drivers, Câmeras digitais, celulares e etc.

Outra informação importante, segundo estimativa do Índice de Varejo On Line (VOL) para 2006, divulgado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) e pela E-Consulting, revela que poderá acontecer um empate na liderança do ranking dos itens mais vendidos pela Internet no Brasil em 2007. As operações de automóveis, que tradicionalmente lideram o setor no país têm grande chance de serem alcançados pelo volume de vendas de outros bens de consumo, realizados nas lojas virtuais e nos leilões para pessoa física.

Por outro lado, os problemas no comércio eletrônico são crescentes, registros de atrasos, cancelamentos ou entregas incompletas cresceram de 21% no Natal de 2005 para 24% em 2006. Há também o problema da aplicação do código de defesa do consumidor para compras na internet, que tende a aumentar se o fornecedor for do exterior e não tiver filial ou representante estabelecido no país para dar suporte ao usuário.

Inclusive, o governo decidiu regulamentar o Comércio Eletrônico no Brasil. Um projeto de Lei já está pronto para ser encaminhado ao Congresso Nacional, conforme informação divulgada no 4º CertForum, promovido pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI).

Como participante da área de TI, reitero sobre a importância de se valer das próprias informações dessas transações das organizações do comércio eletrônico e extrair outras informações relevantes ao negócio.

A demanda é por sistemas de comércio eletrônico que alimentem e se integrem com as outras soluções corporativas.

Quantos desses problemas poderiam ser resolvidos ou diminuídos com adoção por exemplo de Personalização Web (páginas apresentadas conforme interesses dos clientes) ou um bom sistema de CRM (Management Customer RelationShip)?

Voando mais alto, que tal montar um banco de dados do tipo Datawarehouse (com informações de diversas fontes) e utilizar ferramentas OLAP (ferramentas que os usuários têm acesso para extraírem os dados de suas bases com os quais gera relatórios capazes de responder as suas questões gerenciais) ou Data Mining (ferramentas que analisam os dados, descobrem problemas ou oportunidades escondidas nos relacionamentos dos dados).

É evidente que muitas empresas já utilizam esses recursos e também que deve analisado o custo/benefício da introdução dessas tecnologias, mesmo porque os novos modelos de negócios na web que são de uso evolucionário (direcionados a novas experiências e refinamento), têm que provar que são fontes duradouras de lucros e exigem mudanças organizacionais profundas.


O texto publicado nesta coluna é de responsabilidade do autor, e pode nao expressar a opiniao total ou parcial da Sorocaba On-Line S/C Ltda sobre o assunto. Boa leitura!


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