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Excursão para o Iraque

Por Ademir Lopes Soares

Adicionada em 27/04/2010 - Visualizações 526

Ademir Lopes Soares

Ademir Lopes Soares é brasileiro, casado, contador, bacharel em Administração de Empresas, Ciências Contábeis e Direito. Possuidor de vasta experiência em gerenciamento contábil de pequenas e médias empresas. Atua como contador desde 1968, tempo em que foi - e ainda é - responsável legal pelas informações econômico-fiscais de centenas de empresas de Sorocaba e região. Acredita que somente com a especialização e a informatização de seus funcionários é que se pode alcançar a excelência no atendimento que seus clientes merecem. Um profissional que se preocupa com a saúde das empresas e o bem estar de seus assessorados. Preocupado em assimilar as novas regras de sobrevivência que a economia concorrida impõe sobre o mercado brasileiro, está sempre patrocinando cursos de reciclagem e aperfeiçoamento das técnicas contábeis e rotinas aplicadas no trabalho, em prol de um atendimento eficiente e de extrema qualidade.

Costumeiramente recebo mala-direta de agências de viagens sugerindo passeios e excursões a lugares próximos ou distantes; para lazer ou turismo cultural; exóticos ou de valor histórico; praia ou campo; rodoviário, aéreo, etc.
Entre as várias opções apresentadas, nenhuma delas menciona o país do Iraque. Nem ao menos uma simples estadia na cidade de Bagdá, tão famosa por suas "mil e uma noites...", que tanto romantismo já inspirou a casais apaixonados, que curtiram e vivenciaram os belos contos de outrora.
Desnecessário inserir aqui as razões do por que da falta de mercado turístico àquela região.
E o que dizer do turismo em nosso país? Que conceito o turista internacional tem da nossa região? Quando através do noticiário somos informados que na cidade do Rio de Janeiro, uma perua tipo van que deixava o aeroporto com turistas alemães, teve seu veículo interceptado por marginais e, levados a uma favela todos tiveram subtraídos os seus pertences: dinheiro, malas, câmeras fotográficas e filmadoras, passaportes. Quando pelo mesmo noticiário temos informações que o "PCC" na cidade de São Paulo e outras da região, enfrentando a própria polícia promove ações de baderna, vandalismo, destruição e morte, prejudicando patrimônio público e de cidadãos inocentes. Quando ônibus são queimados com pessoas em seu interior, pela ação de traficantes que querem mostrar inconformismo com o cerco policial que lhes tolhe a possibilidade de venda de drogas.
Quando tudo isso (e muito mais) acontece, que incentivo terá alguém para visitar nosso país? Que segurança estaremos transmitindo a este provável visitante?
Todos sabemos quão importante o turismo é para o Brasil. Traz mais divisas para o país, incentiva a criação de empregos, movimenta o comércio como um todo, gera mais renda para todos os envolvidos no setor, e ao governo, lógico, proporciona oportunidade de maior arrecadação. Todos nós, portanto, ganhamos com seu implemento.Urge seu fortalecimento.
No Brasil, conforme pesquisas recentes, recebe-se em média, 5 milhões de turistas por ano, número este considerado muito baixo, dado seu potencial de exuberante extensão territorial, costa litorânea com belas praias, shows e atrações artísticas peculiares, opções gastronômicas em nível com o primeiro mundo, cidades históricas de grande interesse cultural, rede de hotelaria com acomodações condizentes e suficientes para demanda bem maior e muitos outros atrativos.
Para que estes argumentos possam ser assimilados, como exemplo, citamos a França, um país que em extensão territorial equipara-se ao nosso Estado de Minas Gerais, e que recebe em média, segundo as mesmas pesquisas, 75 milhões de turistas/ano.
O turista vem para passear e gastar. Cabe a nós como anfitriões dar as condições necessárias para que ele se sinta a vontade e protegido. Se ele vier e gostar, certamente voltará e ainda trará consigo mais patrícios. É um esforço conjunto, depende da classe econômica e produtiva, criando estrutura suficiente e compatível, e das entidades governamentais, que proporcionarão segurança, disciplina, regras estáveis e confiáveis.
É um grande filão de mercado, não pode ser relegado. Faça sua parte.


O texto publicado nesta coluna é de responsabilidade do autor, e pode nao expressar a opiniao total ou parcial da Sorocaba On-Line S/C Ltda sobre o assunto. Boa leitura!


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